A semana não começou muito boa para o mercado de criptomoedas e nem para o mercado de investimentos tradicional já que a Bolsa de valores do Brasil, a B3, assim como o Bitcoin (BTC) estão vivendo um momento de tempestade.
No caso do BTC, depois de dias consecutivos de alta e uma expectativa renovada do preço do criptoativo voltar a ficar acima de US$ 50 mil, o valor da principal criptomoeda do mercado derreteu cerca de 8%.
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Para Rodrigo Batista, fundador do Mercado Bitcoin e agora CEO da Digitra.com, a queda no mercado de criptomoedas ocorreu por causa das incertezas que o mercado imobiliário chinês está impactando com uma ameaça de calote.
"O preço do Bitcoin caiu de forma semelhante a outros ativos, por causa das incertezas do mercado imobiliário chinês. Mesmo ativos como o ouro, visto como um dos mais seguros nos momentos de incertezas, teve uma queda. No fim das contas, o mercado corre para o dólar, o que demonstra o poder econômico gigantesco que os Estados Unidos e sua moeda ainda têm no mundo.", disse.
Além disso, ao longo dos últimos dias o Bitcoin foi perdendo a preferência entre os investidores de criptomoedas como mostra um relatório da Sentifi, feito com dados estruturados e não estruturados baseado nas redes sociais, notícias e blogs e que captura o sentimento dos investidores usando inteligência artificial.
Enquanto o Bitcoin ensaiava uma recuperação os investidores estavam de olho na PancakeSwap (CAKE), IOTA (MIOTA), Ontology (ONT), Polygon e Binance USD (BUSD) que foram as cinco criptomoedas com mais sentimento positivo do mercado, mostrando que a alta que o BTC vinha apresentando ainda não tinha convencido os trader.
No entanto, especialistas ouvidos pelo Cointelegraph Brasil destacaram que esta queda é normal e que os investidores precisam ter cautela, já que o momento de baixa deve ser passageiro e não deve chegar a US$ 42 mil.
"Se o preço cair dessa resistência, isso indicará que o sentimento se tornou negativo e os comerciantes estão vendendo em alta. O primeiro sinal de força será uma quebra e um fechamento acima de $ 48.843,20", destacou o analista do Cointelegraph, Rakesh Upadhyay
Bolsa
No mercado tradicional os investimentos também não tiveram um começo de semana positivo com um cenário político interno conturbado e também sentido o reflexo das incertezas na China.
"O que temos é: uma China aumentando muito a pressão regulatória e mais notícias das dificuldades da maior incorporadora chinesa, a Evergrande, que impactaram as commodities. Uma "bomba" nas expectativas da "Faria Lima" detonada pelos ruídos de Brasília, que acabou com os últimos otimistas em relação à possibilidade de reformas no curto prazo (pelo menos antes do período eleitoral)", destaca Pedro Serra, Gerente de Research da Ativa Investimentos.
Serra pontua que o maior vilão é o tempo, pois as empresas (principalmente as domésticas), ao contrário do que se pensa, vem entregando bons resultados.
"Vemos que no curto prazo ainda será difícil, mas os valores de vários ativos de qualidade estão muito baratos e nos preocupa os investidores Pessoa Física de, mais uma vez, fazerem o que tem fama de fazer: "vender na baixa e comprar na alta".
A entrega dos resultados do 3º trimestre de 2021 das empresas está logo ali, começando na segunda quinzena de outubro. Portanto, achamos prudente, se o investidor estiver carregando boas empresas, aguardar este período", disse.
O especialista aponta que a principal dica para este momento é cautela.
"Enfim, a mensagem é de cautela, mas também da necessidade de sangue frio. De novo, se estiver com bons investimentos (boas empresas, bons fundos, entre outros), a variável tempo, além de estômago, é o principal desafio", finaliza.
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