O contrato futuro de Bitcoin (BIT) registrou a negociação de 7,4 mil contratos no primeiro dia de operação na B3, a Bolsa de Valores do Brasil, que ocorreu nesta quarta-feira (17). Além dos negócios concretizados, o produto recebeu cerca de 111 mil ordens de compra ou venda em tela.
“O momento é muito propício para a negociação do Bitcoin no mercado futuro. Estamos às vésperas do halving, que traz impacto para o preço da criptomoeda, e o mercado agora tem um instrumento apropriado para se proteger ou operar essa expectativa de variação de preço. Além disso, esse é o primeiro derivativo ligado a uma cripto aqui na B3 e ele foi bastante demandado pelo mercado, o que justifica os bons números do primeiro dia”, afirma Marcos Skistymas, diretor de Produtos Listados da B3.
O contrato tem vencimento mensal e valor de 0,1 bitcoin, ou seja, 10% do valor da criptomoeda em Reais. A liquidação é exclusivamente financeira, ou seja, não há compra e venda de criptomoedas. Os resultados ocorrem sobre a variação de preço do Bitcoin.
Como negociar o futuro de bitcoin?
No mercado futuro, o investidor se compromete a comprar ou vender um determinado tipo de ativo em uma data futura com um preço pré-determinado, de acordo com seu perfil de risco e estratégia.
Para negociar o futuro de bitcoin, os investidores de varejo precisarão depositar na corretora uma margem mínima de R$ 100 por contrato.
Os investidores que mantiverem posições nos contratos, ou seja, que não zerarem suas posições até o final do pregão, deverão depositar o equivalente a 50% do valor do contrato. O depósito da margem de garantia é um mecanismo usado para assegurar que ambas as pontas da operação cumpram com a obrigação financeira. As negociações do Futuro de Bitcoin acontecem das 9h às 18h30.
Outra característica do mercado futuro é o pagamento de ajustes diários, de acordo com a oscilação do preço do contrato durante o pregão. Isso significa que os contratos vão sofrer, todos os dias, ajustes em seu valor até o dia do seu vencimento.
O vencimento de contrato ocorre sempre na última sexta-feira do mês, o que permite que o investidor possa montar estratégias com prazos diferentes sobre o mesmo ativo.
Atualmente, já são 13 ETFs de criptoativos (HASH11, QBTC11, BITH11, BITI11, QETH11, ETHE11, QDFI11, DEFI11, WEB311, NFTS11, CRPT11, META11, BLOK11) e um BDR de ETF (IBIT39), que buscam acompanhar o preço do Bitcoin. Em março, o volume negociado nestes produtos, somado, foi de R$ 98 milhões por dia. Juntos, eles acumulam patrimônio líquido de R$ 4,8 bilhões e 183 mil investidores.
Além disso, a B3 também aceita o registro de operações de derivativos de balcão e Certificados de Operações Estruturadas (COEs) referenciados em ativos com a temática cripto.