Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú, J.P. Morgan, Original e Santander planejam blockchain para registrar procurações

Alguns dos principais bancos do país, como Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, J.P. Morgan, Original, Santander e Sicoob podem, em breve, usar uma rede em blockchain para o compartilhamento de procurações e poderes de clientes, segundo informou o portal Blocknews.

Segundo a publicação, a proposta vem sendo desenvolvida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) junto com a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) e deve usar o Hyperledger Fabric, assim como o Device ID, aplicação também lançada pelas instituições em 2019 e que usa a tecnologia da qual a IBM é uma das maiores propagadoras.

A proposta das instituições é implantar a solução ainda em 2020, para pessoas jurídicas, dentro da Rede Blockchain do Sistema Financeiro Nacional (RBSFN), na qual o Devide ID também está inserido.

“Adotar blockchain nesses casos poderia agilizar processos como o de abertura de contas, fechamento de câmbio e revogação de poderes”, afirmou o diretor de Políticas de Negócios e Operações da Febraban, Leandro Vilain.

Com a aplicação certificando a validade de um determinado documento um dos bancos, ao receber a documentação necessária para determinada informação, 'valida' o documento e compartilha na rede para ser usados pelas demais instituições que podem aceitar a autenticidade automaticamente.

De acordo com a reportagem, com a adoção da solução pode ocorrer uma redução no tempo e nos custos das operações burocráticas entre clientes e as instituições financeiras.

“Escolhemos esse projeto porque o número de fraudes por celular não é significativo. O objetivo é testar se blockchain funciona e fatores como padrão de segurança e como conectar os bancos à tecnologia", destacou Vilain.

Como noticiou o Cointelegraph, em 2019 os integrantes da Rede Blockchain do Sistema Financeiro Nacional lançaram o "Device ID", aplicação que permite o compartilhamento de um conjunto de informação dos usuários de bancos e instituições financeiras, para com isso criar uma camada nova de segurança para sistemas antifraude e de identificação.

O projeto já está integrado ao Sistema de Pagamentos Brasileiro e foi desenvolvida pela CIP junto com bancos brasileiros e a IBM. Atualmente a plataforma é usa o Hyperledger Fabric, no entanto segundo Joaquim Kiyoshi Kavakama, superintendente Geral da CIP,  o Corda, do consórcio R3, também será integrado ao sistema.

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