As empresas de investimentos em Bitcoin Atlas Quantum e Anubis Trade, esta de propriedade da Atlas, já respondem a mais de 200 processos na Justiça do Estado de São Paulo, avaliados em R$ 32 milhões. A informação é do Live Coins.
A Atlas vive grave crise financeira desde agosto de 2019, quando recebeu uma stop order da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo a CVM, a Atlas oferecia investimentos em Bitcoin de forma ilegal e sem autorização da reguladora.
A crise levou a uma corrida por saques na empresa e restrição e bloqueio nos pagamentos, ainda sem solução. Os investidores, sem poder reaver seus investimentos, então passaram a procurar a Justiça para tentar reaver os valores investidos.
No fim do ano passado, a empresa deixou sua sede em São Paulo (SP), ao mesmo tempo em que sua antiga assessoria de imprensa informou ao Cointelegraph Brasil não representar mais a Atlas Quantum.
As menores causas no levantamento de processos judiciais contra a empresa são de cerca de R$ 1.500. Os processos citam não apenas a Atlas Quantum e a Anubis Trader, mas também seus proprietários, Rodrigo Marques dos Santos e Matheus Grijó, que vendeu a Anubis no segundo semestre de 2019.
Já a ação de maior valor pede R$ 1,65 milhão, registrada em 16 de dezembro na 27a. Câmara de Direito Privado da 13a. Vara Cível do Foro Central de São Paulo. O investidor pede bloqueio dos recursos da Atlas, mas a primeira decisão judicial negou o pedido devido aos valores envolvidos.
Do total de processos contra ambas as empresas, cerca de 15% foram abertos em setembro, mês da primeira ação registrada, 28% em outubro, 34% em novembro e 18% em dezembro de 2019, além de 4% das ações registradas já em 2020.
Como noticiou o Cointelegraph Brasil recentemente, a Atlas Quantum anunciou na terça-feira, no Facebook, o lançamento de uma nova plataforma de negociação com criptomoedas, e prometeu o desbloqueio de saques para em breve.