No Brasil, investigação sobre lavagem de dinheiro com BTC atinge 4 empresas e mais de 50 pessoas

A investigação sobre supostos crimes de lavagem de dinheiro com Bitcoin, em curso no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), revelada com exclusividade pelo Cointelegraph no final de junho, avançou. Agora, já são mais de 50 nomes envolvidos e 4 grandes empresas do mercado cripto investigadas, segundo revelou o CriptoFacil, nesta terça-feira, 16 de julho.

A reportagem alega ter tido acesso aos desdobramentos do Inquérito Policial (IP) que está na Polícia Civil de São Paulo e identificou que o escopo da investigação aumentou e não são mais 23 pessoas listadas, mas cerca de 50.

Além disso, ainda segundo o CF, quatro novas empresas estão sendo investigadas - entre elas, estariam pelo menos três grandes companhias da indústria cripto/blockchain nacional. A maioria das empresas listadas no Inquérito são baseadas em São Paulo.

Entre os investigados estão vendedores peer-to-peer (p2p), empresários, entusiastas, early adopters e operadores de supostas pirâmides financeiras. No IP da investigação em curso em São Paulo, as autoridades recomendam que ninguém seja intimado no momento.

No entanto, segundo fontes consultadas pela reportagem, alguns advogados já se dirigiram à Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Crimes de Lavagem ou Ocultação de bens ou Valores (DPPC) para ter acesso ao IP por conta da suposta citação de alguns de seus clientes.

O IP em São Paulo é apenas parte de uma investigação maior, originada por um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do COAF. Além de São Paulo, outras delegacias também estão colaborando com a investigação em curso realizando novos inquéritos de acordo com sua jurisdição.

O caso vem atraindo a atenção das autoridades, segundo levantou o Cointelegraph, por conta dos valores, e tem feito autoridades estudarem o assunto. A investigação segue em andamento e não tem prazo para ser encerrada.