O Bitcoin (BTC) fechou a semana em baixa de 0,73% no domingo, 1º de dezembro, mas isso não impediu que a maior criptomoeda do mercado registrasse o segundo melhor mês de novembro de sua história, de acordo com dados da CoinGlass.

A alta mensal de 37,1% representou um aumento de aproximadamente US$ 26.200 no valor nominal do Bitcoin.

O par BTC/USD abriu o mês cotado a US$ 70.202 e, no sábado, 30 de novembro, consolidou a vela verde no fechamento de novembro negociado a US$ 96.408, de acordo com dados da CoinGecko.

Durante o feriado de Ação de Graças nos EUA, o Bitcoin voltou a se aproximar dos US$ 99.000, impulsionado pela apresentação da tese de investimento corporativo em Bitcoin de Michael Saylor, CEO da MicroStrategy, ao conselho da Microsoft. Saylor projetou que a Big Tech pode atingir US$ 5 trilhões em valor de mercado se adicionar Bitcoin às suas reservas.

No entanto, os touros não tiveram força para ameaçar a parede multimilionária de ordens de venda acumulada em torno dos US$ 100.000.

Ao mesmo tempo, a dominância de mercado do Bitcoin recuou desde o topo de 61,7%, registrado em 21 de novembro, para 56,3% nesta segunda-feira, 2 de dezembro. De acordo com os dados da TradingView, este é o menor nível desde agosto.

Gráfico da dominância do Bitcoin nos últimos seis meses. Fonte: TradingView

Na semana passada, pela primeira vez na história, os ETFs spot de Ethereum (ETH) registraram um saldo líquido de entradas superior aos dos ETFs de Bitcoin, em mais um sinal de que o capital está sendo rotacionado para as altcoins.

No cenário macroeconômico, a próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) ainda está a mais de duas semanas de distância. Após a divulgação da ata da reunião de novembro, voltou a predominar no mercado a expectativa de que o Banco Central dos EUA (Fed) promova um novo corte de 0,25% em 18 de dezembro, fechando o ano com as taxas de juros entre 4,25% e 4,5%.

Dados da FedWatch Tool da CME mostram que há 62,2% de chances de corte, contra 37,8% de que o Fed mantenha os juros estáveis.

Enquanto isso, as atenções dos investidores e analistas se voltam para o mercado de trabalho nos EUA, com a divulgação de dados sobre a abertura de postos, desemprego e pedidos de seguro-desemprego ao longo da semana.

Os dados sobre o mercado de trabalho e a inflação serão decisivos para a decisão do Fed. A confirmação da terceira redução consecutiva dos juros nos EUA pode ser o catalisador que o Bitcoin necessita para romper a barreira dos US$ 100 mil, de acordo com especialistas.

Análise do Preço do Bitcoin

O Bitcoin abriu a semana com a volatilidade em alta. Após testar o suporte na região de US$ 95.000, sustentando-o com sucesso, o preço do BTC oscila em torno de US$ 97 mil.

Diego Consimo, analista e fundador da Crypto Investidor, que antecipou a correção do Bitcoin para US$ 91.000 na semana passada, acredita que o Bitcoin poderá alcançar os US$ 100 mil ainda este ano, conforme o gráfico abaixo.

Gráfico anotado de 4 horas BTC/USDT (Binance). Fonte: Crypto Investidor

“O Bitcoin pode já ter concluído sua correção de curto prazo e estar no início de um movimento ascendente para romper o marco histórico dos US$ 100.000", afirmou Consimo em análise exclusiva para o Cointelegraph Brasil.

Este movimento tem como preço-alvo os US$ 108 mil, que podem ser atingidos ainda em dezembro, segundo o analista. No entanto, é importante que os touros não percam o suporte em US$ 95 mil. 

Se isso ocorrer, o Bitcoin poderá voltar à região em torno de US$ 90 mil, atrasando a renovação de suas máximas históricas, alerta Consimo.

Preço-alvo da máxima histórica do Bitcoin no ciclo de alta atual

Com base na expansão da capitalização total do mercado de criptomoedas, Consimo projeta que o topo do atual ciclo de alta será alcançado quando o preço do Bitcoin atingir a faixa entre U$120.000 a U$150.000 em 2025.

“Acreditamos que o Bitcoin pode alcançar valores entre US$ 120 mil e US$ 150 mil no ciclo atual, com base em uma expectativa de expansão significativa da capitalização total do mercado de criptomoedas, cujo valor pode chegar a US$ 5 a 7 trilhões em 2025", afirma Consimo, conforme delineado no gráfico abaixo.

Gráfico semanal anotado da capitalização total do mercado de criptomoedas. Fonte: Crypto Investidor

“Esses números não apenas validam nossos preços-alvos para o Bitcoin, mas também apontam para uma valorização significativa das altcoins”, acrescenta o analista.

Conforme noticiado pelo Cointelegraph Brasil na semana passada, analistas da Crypto Investidor já haviam antecipado que a altseason estava prestes a começar após a rejeição do Bitcoin nos US$ 100 mil.

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletem as posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar uma decisão.