Mesmo que a economia dos EUA entre em recessão, o Federal Reserve (Fed), o banco central da maior economia do planeta, não deverá promover cortes em sua taxa de juros ao longo do ano, pelo contrário, a instituição deve continuar o arrocho monetário a considerar a continuidade do aquecimento econômico e a elevação insistente dos preços. A afirmação foi feita pelo economista-chefe do banco Citi, Andrew Hollenhorst, em entrevista ao Valor. Porém, a possibilidade de um aperto mais suave na taxa de juros fez com que o mercado de criptomoedas atraísse investidores, já que o setor foi um dos que mais sofreram com a refração dos players ao longo de 2022 pela associação com os ativos de risco. Na manhã desta quinta-feira (12), dia em que deverá ser divulgado um relatório relativo à inflação nos EUA, o mercado de criptomoedas movimentava USS$ 884,9 bilhões (+3,13%).

O otimismo dos investidores também se fortaleceu nas últimas horas depois que economistas consultados pela Reuters estimaram que o relatório do Departamento do Trabalho deve mostrar um avanço de 6,5% no índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) referente ao acumulado anual até dezembro, o que, caso se confirme, pode representar uma desaceleração em relação aos 7,1% do acumulado registrado em novembro e favorecer uma alta mais suave na taxa de juros, estimada entre 0,25% e 0,50%, após a próxima reunião do comitê de política monetária (Fomc) do Fed, no começo de fevereiro.

O Bitcoin (BTC), considerado a bússola do mercado de criptomoedas, potencializava o aumento de volume do mercado de criptomoedas ao ser trocado de mãos pouco acima de US$ 18,1 mil. O que também se repetia, em maior ou menor grau, entre as principais altcoins por capitalização de mercado. O ETH estava precificado em US$ 1.399 mil (+4,8%), o BNB era cotado a US$ 282 (+1,73%), o XRP respondia por US$ 0,37 (+2,3%), o ADA estava nivelado em US$ 0,32 (+2,2%), o MATIC valia US$ 0,88 (2,2%), o NEAR estava avaliado em US$ 1,75 (+9,5%),  o AAVE era transacionado por US$ 65,51 (+6,5%) e o FLOW era comprado por US$0,83 (+5,4%).

Em relação às altas de dois dígitos, o WAVES estava estimado em US$ 1,76 (+11,6%), o CFG valia US$ 0,20 (+25%), o GTN respondia por US$ 0,27 (+16%), o LCX estava pontuado em US$ 0,063 (+24%) e o RLY era transacionado por US$ 0,012 (+48%).

No caso dos projetos considerados mais robustos, o monitoramento indicava um desempenho mais expressivo do AVAX, altcoin da blockchain de camada um Avalanche, trocado de mãos por US$ 15,19 (+21,2%). 

Gráfico diário do par AVAX/USD. Fonte: CoinMarketCap

Pelo que era possível perceber, a alta do AVAX aconteceu após a equipe oficial do projeto anunciar uma parceria a Amazon Web Services (AWS), braço de computação em nuvem da Amazon, para utilização da rede Avalanche em soluções em blockchain para empresa e governos. 

Por outro lado, não era possível identificar uma razão pontual que justificasse o desempenho do desconhecido Micromines (MICRO), que, apesar do nome, apresentava uma alta macro ao ser negociado a US$ 0,0031 (+16%) e acumular uma ascensão de 24.827% nos últimos sete dias. 

Gráfico semanal do par MICRO/USD. Fonte: CoinMarketCap

Nesse caso, o projeto apresenta informações aparentemente pouco detalhadas a respeito do que realmente se propõe. Em sua página oficial, o Micromines se apresenta como tecnologia financeira, NeoBanking, serviços bancários e de criptomoedas, plataforma de farming e staking, dentre outros.

Ainda que não seja possível confirmar a possível bizarrice em torno da alta do MICRO, a ascensão do token serve de exemplo para que os investidores fiquem atentos aos movimentos estrondosos apresentados por alguns tokens nos últimos dias, entre eles as duas criptomoedas desconhecidas que subiram até 2.311% em sete dias, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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