O mercado de criptomoedas movimentava US$ 2,05 trilhões (+3,65%) no início da manhã desta terça-ffeira (27), quando o Bitcoin (BTC) apresentava forte pressão de compra ao ser transacionado na região de US$ 56,6 mil (+11%) com 51,1% de dominância de mercado e índice ganância a 72%. Movimento que favorecia a alta de até dois dígitos percentuais de diversa altcoins, favorecidas ainda por avanços pontuais de alguns projetos e listagens em exchanges de criptomoedas.

Em linhas gerais, o avanço do mercado cripto coincidia com a alta procura de produtos de investimento de criptomoedas, segundo dados de um relatório semanal da gestora Coinshares. Em uma semana, os aportes líquidos totalizaram US$ 597,8 milhões, dos quais US$ 8,2 milhões, cerca de R$ 41 milhões, foram de investidores brasileiros.

No cominho contrário, o mercado acionário recuou no dia anterior, quando o S&P 500 encerrou em 5.069,53 pontos (-0,38%) e o Nasdaq se estabeleceu em 15.976,25 pontos (-0,13%). 

Esses antecederam a divulgação de um relatório do Departamento do Comércio dos EUA, na próxima quinta-feira (29), sobre renda pessoal e gastos, considerado um possível catalisador dos próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, que impactou fortemente as criptomoedas nos últimos anos. 

O recuo dos índices também coincidia com a desvalorização do GOOGL, ticker do conglomerado Alphabet, controlador do Google, precificado em US$ 137,57 (-4,44%), em razão a críticas ao Gemini, o chatbot desenvolvido pela gigante tecnológica devido a erros na geração de imagens humanas.

Alheias às questões do mercado acionário, as principais altcoins em capitalização de mercado operavam no campo positivo. Nesse grupo, o SHIB era transferido por US$ 0,000010 (+9,7%), o 1000SATS se convertia em US$ 0,00050 (+9,5%), o FTM valia US$ 0,45 (+9,4%), o TAO atraía US$ 636,35 (+8,6%), o SOL se equiparava a US$ 111,23 (+9,3%), o LTC era comprado por US$ 75,66 (+8,9%) e o ORDI se transformava em US$ 68,44 (+8,5%).

No campo das altas de dois dígitos percentuais, o PEPE estava precificado em US$ 0,0000020 (+53,3%), o PYTH se convertia em US$ 0,72 (+32,2%), o STX pareava US$ 3,10 (+26,25%), o BONK se transferia por US$ 0,000013 (+18%), o AKT estava quantificado em US$ 4,60 (+16,3%), o WIF estava avaliado em US$ 0,54 (+51,6%), o TFUEL respondia por US$ 0,063 (+29%) e o DENT se liquidava por US$ 0,0019 (+33,4%).

Chamava a atenção o desempenho do THETA, token da Theta Network, uma blockchain de camada 1 (L1) e infraestrutura descentralizada para casos de uso de vídeo, inteligência artificial (IA) e entretenimento, precificado em US$ 2,20 (+58%).

Gráfico de 24 horas do par THETA/USD. Fonte: CoinMarketCap

A alta do THETA coincidia com o anúncio do desenvolvimento da EdgeCloud, uma plataforma de software descentralizadas de computação em nuvem que permitirá que aos usuários o compartilhamento de poder ocioso da GPU para qualquer tarefa de IA e vídeo, prevista para ser lançada dia 1º de maio.

Entre as novas listagens em exchanges de criptomoedas estavam o Akash Network (AKT), adicionado ao roteiro de listagem da Coinbase; o Ice Network (ICE), Veloce (VEXT) e o SORA na Bitget, o Altlayer (ALT) na Upbit e o OpSec (OPSEC) e o GraphLinq (GLQ) na CoinEx.

No dia anterior, as altcoins subiam até 77% em dia de listagem e airdrop de US$ 10 mil enquanto o Bitcoin caminhava de lado, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.