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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

‘IA anuncia era de crescente desigualdade entre os países’, alerta ONU

Relatório do PNUD observa que muitos países ainda não possuem infraestrutura para aproveitar o benefícios da tecnologia e já sentem impactos econômicos e sociais.

‘IA anuncia era de crescente desigualdade entre os países’, alerta ONU
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Resumo da notícia:

  • Relatório a ONU diz que a IA pode ampliar desigualdade entre os países.

  • Documento também descreve caminhos práticos para que os países aproveitem as oportunidades.

  • Países mais ricos também poderão sofrer consquências, aponta relatório.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgou nesta terça-feira (2) um relatório que alerta para o agravamento da desigualdade entre países ricos e pobres, por causa do desnível de adoção da inteligência artificial (IA).

Intiulado “The Next Great Divergence: Why AI May Widen Inequality Between Countries” (A Próxima Grande Divergência: Por que a IA pode ampliar a desigualdade entre os países), o relatório destaca como essas pressões se manifestam de forma mais visível na Ásia e no Pacífico, uma região marcada por grandes diferenças de renda, prontidão digital e capacidade institucional.

O documento também descreve caminhos práticos para que os países aproveitem as oportunidades da IA, gerenciando seus riscos em apoio ao desenvolvimento humano em geral. 

Acreditamos que a IA está anunciando uma era de crescente desigualdade entre os países, após anos de convergência nos últimos 50 anos, disse em entrevista coletiva em Genebra o economista-chefe Philip Schellekens, do PNUD Ásia-Pacífico.

Schellekens acrescentou que os países mais ricos também sofrerão consquências, caso as nações mais pobres forem deixadas para trás pela IA.

Se a desigualdade continuar a aumentar, os efeitos colaterais disse, em termos de agenda de segurança, em termos de aforams de migração sem documentos, também se tornarão mais assustadores, alertou.

Resultado de um esforço multinacional que abrange a Ásia, a Europa e a América do Norte, o relatório se baseia em nove documentos de apoio elaborados em parceria com instituições como o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA), a Escola de Economia e Ciência Política de Londres (Reino Unido), o Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano (Alemanha), a Universidade Tsinghua e o Instituto para a Governança Internacional de IA (China), a Universidade de Ciência e Tecnologia da China, o Instituto Aapti (Índia) e o Laboratório do Futuro Digital (Índia), segundo o PNUD.

Recentemente, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis criticou o frenesi coletivo com a inteligência artificial, apesar de reconhecer a eficiência da tecnologia em algumas áreas específicas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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