Com a implementação total do sistema de transferências instantâneas do Banco Central, o Pix, nesta semana, as instituições financeiras já começam a voltar todos os seus olhos para a próxima inovação do sistema financeiro: o open banking, previsto para 2021.
Segundo uma análise da consultoria Bip publicada pelo Estadão, o Brasil deve ter 400 instituições no setor de open banking em 2021, quase 30 vezes mais do que os números atuais.
Para chegar à projeção, a Bip levou em conta a alta concentração no mercado financeiro e os números iniciais do Pix, que tem 750 instituições cadastradas.
O open banking vai garantir a portabilidade das informações financeiras dos clientes e permitir que serviços e plataformas agreguem os dados de bancos, corretoras e exchanges em uma só API.
O compartilhamento dos dados deve começar com 13 grandes bancos, diz a matéria, mas nos próximos 12 meses o número deve ir a 400, com investimento médio de R$ 15 milhões no primeiro ano do sistema.
A consultoria Bip já tem experiência de acompanhar a implantação do open banking em outros países, como Itália, Espanha e Reino Unido. No Brasil, por enquanto, a consultoria tem sido contratada para buscar soluções tecnológicas para mais de 100 bancos membros da Associação Brasileira de Bancos (AABC).
As instituições tradicionais estudam planos de negócios e parcerias que atendam ao open banking, considerando inclusive a formação de consórcios com fintechs e bancos menores, evitando aportes de investimento muito grandes.
Na experiência do open banking na Europa, explica a Bip, agregadores de informações financeiras viram a base de clientes crescer 70% em um ano, com aumento das receitas na esteira dos novos produtos e serviços financeiros desbloqueados pelo lançamento do open banking.
No começo deste mês, uma pesquisa da XP revelou que 60% dos investidores ainda desconhecem o open banking. Apesar de ter anunciado a inovação, porém, o BC ainda não começou suas campanhas de promoção do sistema.
Em outubro, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse em uma entrevista que o Pix e o Open Banking "fazem parte da retomada econômica do Brasil".
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