A aquisição da plataforma AnubisTrade pela Atlas Quantum, gerou uma corrida de saques na empresa adquirida, conforme revelou o fundador da companhia ao Cointelegraph, Matheus Grijó que também afirmou que as conversas já vinham ocorrendo 'há meses'.
"A Atlas comprou 100% da AnubisTrade, na minha concepção o que trouxe mais valor ao negócio foi um bot (em fase beta) que demonstrei a Atlas e que segue na linha do trade, modalidade no qual eles estavam procurando produtos (...) a trasação e as conversas já estavam rolando há meses (...) sobre os saques, obviamente houve uma corrida por saques na AnubisTrade, no entanto, todos estão sendo processados com muita rapidez como sempre foi", declarou.
A notícia pegou de surpresa o mercado de criptomoedas nacional, ainda mais tendo em vista que a Atlas confirma que há, até o momento, mais de 2 mil bitcoins em saques atrasados de clientes da plataforma.
Em um vídeo recente, o CEO da Atlas, Rodrigo Marques, afirma inclusive que está em busca de empréstimos e diveras formas de capitalização para honrar os compromissos da empresa com seus clientes.
Na outra ponta, alguns clientes da AnubisTrade não viram o negócio positivamente e destacaram que não foram comunicados anteriormente sobre as conversas de aquisição e, embora a Atlas tenha confirmado que as wallets e as operações não serão unificadas, ficaram preocupados com uma possível replicação dos problemas de saques na Atlas na Anubis.
Como noticiou o Cointelegraph, a ex-diretora de compliance da Atlas Quantum, Emilia Malgueiro, esteve presente na audiência pública da Comissão Especial do PL 2303/2015 - que debate a regulação das criptomoedas no Brasil pelo Banco Central - nesta quarta-feira, 25 de setembro, na Câmara dos Deputados.
Demitida recentemente da Atlas, como noticiou o Cointelegraph Brasil, Malgueiro foi questionada pelo autor do PL 2303/2015, deputado federal Aureo Ribeiro (Solidariedade/RJ), sobre os motivos que levaram à sua demissão da empresa, que oferece arbitragem no investimento em criptomoedas.
A ex-representante jurídica da empresa disse que a justificativa oficial para sua demissão foi "corte de despesas", descartou que os problemas da Atlas com a Comissão de Valores Mobiliários tenham afetado sua posição na empresa e revelou que tinha outra percepção sobre a motivação da dispensa:
"No meu entendimento, fui demitida por fazer perguntas sobre o que estava acontecendo.