Cinco shitcoins (moedas de merda na tradução em português) se encontravam entre as maiores altas nos últimos 30 dias, pelos dados de monitoramento da plataforma CoinMarketCap na manhã desta sexta-feira (21), em até 245.000%.

No começo da semana, diversas altcoins recuaram pela suposta temporada de caça às shitcoins na Coreia do Sul. Trata-se de tokens de baixa, ou inexpressiva, capitalização de mercado, sem atualização dos projetos e com elevado risco, inclusive de esconderem golpes. Porém um segmento que desperta interesse de alguns investidores de criptomoedas, ávidos pela descoberta de possíveis altas estratosféricas futuras.

A título de ilustração, uma rápida corrida de olho pela movimentação gráfica do PEPE revela que uma das principais memecoins em capitalização de mercado um dia já foi considerada uma shitcoin, embora esse segmento de tokens seja alvo de polêmicas devido à falta de fundamentação técnica, alegada por muitos. Mesmo assim, em pouco mais de um ano a memecoin do sapo, que se encontrava precificada em US$ 0,000011 (+2%), pulou cerca de 20.000%.

Gráfico histórico do par PEPE/USDT com linhas indicativas de eventos importantes para a memecoin. Fonte: CoinMarketCap

Descobrir tokens que possam seguir o caminho do PEPE e, daqui a um ano, alavancarem alta de cinco ou seis dígitos percentuais não é tarefa fácil entre os milhares tokens que se cotovelam tentando atrair investidores. Mas alguns perdem logo de cara pela falta de liquidez, mensagens de alerta que espantam a entrada de investimento. Caso do “quase indigente” Wrapped Staked (WSEC), que se encontrava precificado por US$ 1,33 (+4,6%), mas que não conseguiu movimentar mais do que míseros US$ 13 nas últimas 24 horas.

Rankeado na 10.125ª colocação com menos de US$ 23,5 mil de market cap, o WSEC pode ser considerado um “pobre dos pobres” porque, mesmo nessa “zona suburbana do mercado cripto”, os dados das plataformas de monitoramento permitem identificar que alguns tokens posam de “primos ricos” de suas adjacências. 

O Cointelegraph Brasil tentou mapear alguns tokens com algum volume de negociação, ainda que não aprofundada a verificação das carteiras no sentido de atenuar os riscos dessa já “cinzenta e marginalizada” zona cripto.

Nesse caso, a também desconhecida memecoin King Grok (KINGGROK) parecia “reinar” entre seus pobres vizinhos tokens ao movimentar US$ 145 (+50%) sob a desconfiança da plataforma, que não confirmava a “autorelatada fortuna” do King Grok, precificado em US$ 0.0000000000006108 (-4,8%) com alta acumulada mensal de 126% e um market cap, também não verificado, de US$ 267,3 mil (6.962ª posição).

Na seara do ataque de “caçador de shitcoins”, foi possível encontrar a memecoin baseada na rede Solana Crashboys (BOYS), negociada por US$ 0.00003859 (+108%) com alta de 155% em 30 dias, US$ 512 em volume de negociações e um market cap não verificado de US$ 6,4 mil que conferiam a 6.449ª colocação ao token.

Em uma zona mais “abastada” do monitoramento apareceu o Upload Token (UPLOAD), negociado por US$ 0,00115 (-13,3%), com ascensão de quase 245.000% em 30 dias, volume de negociação de US$ 58,6 mil (-63%), porém com alertas relacionados à não verificação de market cap e de suprimento circulante.

Gráfico de 30 dias do par UPLOAD/USD. Fonte: CoinMarketCap

Também chamava a atenção o Shigure UI (9MM), que parece ser um jogo em blockchain, transacionado por US$ 0,0010 (+33,7%) com alta mensal de 83%, com US$ 595,7 mil em volume de negociação e um market cap não verificado de US$ 1 milhão (2.926ª colocação).

Fechava a “caça à shitcoins” o Ormeus Ecosystem (ECO), que se apresenta como uma “plataforma de ativos empresariais”, negociado por US$ 0,00112 (+223%) com alta de 115 em 30 dias, volume de negociação de US$ 92 mil em 24 horas e US$ 2,4 milhões em market cap (1.491ª colocação).

Ainda mais perigosas que as shitcoins são as “zumbis”, como a criptomoeda morta que ressuscitou na Binance com 4.337%, ‘voltou a sair do túmulo, subiu 200% e retornou para o sepulcro, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletem as posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar uma decisão.