Ainda que não tenham sido concebidas aparentemente em torno de um projeto predefinido, alguns tokens conseguiram se transformar em verdadeiros catalisadores do ecossistema cripto em formato de memes, tanto que estes criptoativos acabaram por inaugurar uma espécie de segmento desse mercado: as memecoins. 

Apesar de algumas delas terem sido involuntariamente, ou não, impulsionadas pela associação a figuras midiáticas como o bilionário Elon Musk, como é o caso do Dogecoin (DOGE), que hoje é o nono projeto em capitalização de mercado com um volume de US$ 12,6 bilhões, outros projetos desse segmento avançaram, como o Shiba Inu (SHIB), que ocupava a 14ª colocação na tarde desta terça-feira (31) com um market cap de US$ 310,4 milhões e cujo token nativo ultrapassou a média móvel dos últimos períodos há alguns dias, na esteira do lançamento de uma blockchain de segunda camada própria

Por outro lado, uma corrida de olho pela plataforma de monitoramento de preços CoinMarketCap permitia a identificação de diversas memecoins mais modestas em termos de capitalização de mercado, o que não impediu que esses tokens apresentassem desempenho expressivo ao longo do mês de janeiro e que não possa ser reprisado em fevereiro, em caso de continuidade do rali das altcoins.

Um exemplo é a Baby Doge Coin (BABYDOGE), apontada como a criptomoeda mais popular entre os brasileiros, que era negociada a US$ 0,00000000147 (+1,7%) e acumulava altas de 20% e 53,1%, respectivamente em sete e trinta dias. O projeto, que nasceu como uma piada para incentivar a adoção de cachorros, ocupava a 228ª colocação no ranking com US$ 169,8 milhões em capitalização de mercado.

Gráfico mensal do par BABYDOGE/USD. Fonte: CoinMarketCap

Negociado a US$ 0,00002553 (-5,26%), o Floki (FLOKI) apresentava ascensão de 118% e de 220% em sete e trinta dias, respectivamente. Nesse caso, a memecoin criada por membros da comunidade do SHIB e cujo nome se remete ao cão de estimação da raça Shiba Inu de Elon Musk ocupava a 22ª colocação com um market cap de US$ 226,8 milhões. 

Gráfico mensal do par FLOKI/USD. Fonte: CoinMarketCap

Aparentemente “menos feroz”, outro rival do DOGE e do SHIB, o pouco conhecido Shiba Predador (QOM) era trocado de mãos por US$ 0,00000002727 (-2,4%) e acumulava alta de 4% e de 50,3% em sete e trinta dia, respectivamente. O projeto estava rankeado na 658ª colocação com US$ 16,3 milhões em capitalização de mercado.

Gráfico mensal do par QOM/USD. Fonte: CoinMarketCap

O Vita Inu (VINU) era negociado por US$ 0,00000001715 (-3,4%) e acumulava baixa de -10,5% em sete dias e alta mensal de +75%. Nesse caso, o token de governança do ecossistema VINU e token nativo da rede Vite DAG, que se apresenta como “primeira moeda com tema de cachorro rápida, sensível (e atrevida) do mundo com alto TPS e contratos inteligentes”, aparecia rankeado na 698ª posição com US$ 13,1 milhões em market cap. 

Gráfico mensal do par VINU/USD. Fonte: CoinMarketCap

Por sua vez, o SHIBAVAX (SHIBX), primeira memecoin com tema de cachorro Shiba Inu da rede blockchain de camada um Avalanche, era trocado de mãos por US$ 0,0001047 (+4,4%) com ascensão semanal de 87% e de 287,7% no acumulado mensal, estava rankeado em 1.447º lugar com pouco mais de US$ 1 milhão em capitalização de mercado. 

Gráfico mensal do par SHIBX/USD. Fonte: CoinMarketCap

Na seara da atuação de Elon Musk junto aos desenvolvedores do DOGE, a memecoin reduziu em 25% a emissão de carbono em 2022, conforme noticiou o Cointelegraph.

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