O pânico de alguns players do mercado de criptomoedas parece não ter contaminado a mega-hodler de Bitcoin (BTC) MicroStrategy, cujas ações operavam em queda de 26,5% no último dia 14, quando o MSTR era negociado por volta dos US$ 140. Apesar dos números desfavoráveis, o CEO Michael Saylor se manteve firme em dizer que a desenvolvedora de softwares vai continuar a aposta de “acumuladora de Bitcoin.”
Coincidência ou não, o pulso firme de Saylor diante dos constantes deslizes do BTC, negociado em torno dos US$ 21,1 mil e com alta em torno dos 4% na tarde desta sexta-feira (24), parece ter motivado os touros do MSTR, um dos gigantes listados na Nasdaq, que era negociado por volta do US$ 200 e com alta de quase 6%. Segundo a maioria dos analistas, as ações da empresa tendem a aumentar significativamente na esteira de previsões otimistas para o Bitcoin em 2023.
De acordo com a Bloomberg Billionaires Index, o crash das criptomoedas atingiu em cheio Michael Saylor com perdas de aproximadamente US$ 3,5 bilhões, montante superior ao pico de suas 2,36 milhões de ações da MicroStrategy, que em fevereiro de 2021 esbarraram nos US$ 3 bilhões.
Mas, para a maioria dos analistas, os investidores da empresa não estão preocupados com o passado, tampouco com o presente, mas sim com o futuro. Pelo menos é o que sugerem três das quatro corretoras que acompanham o MSTR, cujo preço-alvo médio estimado é três vezes maior do que o preço atual, de acordo com os dados compilados divulgados esta semana pela Bloomberg.
O analista da BTIG Mark Palmer, por exemplo, estima que o Bitcoin mais que quadruplicará em relação ao preço atual e atingirá os US$ 95 mil em 2023, razão pela qual ele aposta em uma meta de US$ 950 para as ações da MicroStrategy, o que representaria um ganho de 375%.
Pelo lado pessimista está Brent Thill, da Jeffeies, cujo preço-alvo é de US$ 180. O que pode explicar a crítica do analista em relação à falta de concentração da MicroStrategy para o principal negócio da empresa, o desenvolvimento de software, que segundo ele caiu 3% no primeiro trimestre.
A popularidade do Bitcoin também já “ofusca” o ouro, pelo menos aos olhos de 33% dos investidores participantes de uma pesquisa da Paxos que classificaram o Bitcoin como “ouro digital”, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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