Negociado em torno de US$ 57,9 mil (+1%) na manhã desta quarta-feira (10), quando uma altcoin adicionada pela Coinbase disparou 100%, o Bitcoin (BTC) voltava ao radar otimista de algumas análises. Em direção contrária, a perda de terreno das altcoins nos últimos meses figura como catalisador do pessimismo, embora alguns investidores de carteiras afortunadas, as baleias, não pensem da mesma forma em relação a tokens como o LINK, holdado em grandes volumes nos últimos dias.

Sobre o Bitcoin, a plataforma de monitoramento on-chain Santiment observou no X no começo da semana que o índice MVRV, produto do valor realizado pelo valor de mercado do benchmark, apresenta o nível semelhante ao de março de 2023, quando o BTC iniciou uma escala da US$ 20 mil para perto de US$ 73,7 mil, recorde histório alcançado recentemente, com alta acumulada de 270%.

“Um dos principais sinais para todas as criptomoedas que @santimentfeed valores é quando o MVRV de 30 e 365 dias do Bitcoin está em território negativo. É quando há validação matemática de que você está comprando em relação à dor de outros traders. Se você tivesse comprado da última vez que ambas as linhas estavam em território negativo, seu retorno sobre o BTC seria de +132%”, acrescentou a Santiment.

O BTC também está no radar otimista do especialista em criptomoedas de DonAlt, que foi ao X considerar a possibilidade de o benchmark superar US$ 100 mil no longo prazo enquanto as altcoins derretem.

“Para ser honesto, sou muito mais pessimista em relação a alts do que em relação ao BTC. Acho que você pode ter um mundo onde o BTC é negociado a mais de US$ 100.000 nos próximos anos, enquanto os altcoins atuais são negociados 90% abaixo do que agora”, disse.

Em outra publicação no X, o pseudônimo questionou a real utilidade da maior parte dos tokens:

“É meio insano pensar sobre os limites de mercado de coisas em cripto. Sim, essas moedas estão em baixa. Mas também seu limite de mercado é de mais de um bilhão. O que essas coisas fazem?” 

Na contramão do pessimismo de DonAlt com as altcoins, o especialista em criptomoedas Ali Martinez também usou o X para destacar que as baleias abocanharam mais de US$ 76 milhões em LINK, negociado por US$ 12,85 (-2,3%).

Por outro lado, o curto prazo pode ser apertado para o token da rede de oráculos descentralizada Chainlink, já que o especialista observou em outra publicação que a formação atual sugere que o LINK transformou o suporte de US$ 13 em resistência e pode testemunhar um recuo de até 50%.

“Cuidado com o Chainlink! A recente alta para US$ 13 pode ter sido um novo teste do decote do padrão cabeça e ombros”, alertou.

Na esteira dos tokens que desafiam o Bitcoin estão três altcoins de baixa capitalização com alta mensal de até 1.600% para ficar de olho, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletem as posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar uma decisão.