O mercado de criptomoedas esboçava reação na manhã desta terça-feira (25) ao responder por um market cap de US$ 2,26 trilhões (+0,9%) enquanto o Bitcoin (BTC) orbitava em torno de US$ 61,3 mil (+0,6%), com 53,4% de dominância de mercado, sentimento dos investidores em uma região mias próxima do medo (44%), porém com a maior parte das principais altcoins em capitalização de mercado no verde, valorizadas em até dois dígitos percentuais.

A pressão sobre os preços nos últimos dias coincidia com a aversão ao venture capital (VC), capital de risco, associado a mercados como o de criptomoedas. O que coincide com a queda das expectativas dos investidores na redução da taxa de juros do Federal Reserve (Fed) no curto prazo e a valorização do dólar americano, precificado em R$ 5,39 no momento desta edição.

No mercado de ações, a correção dos papéis de algumas grandes empresas de tecnologia, como a gigante dos chips Nvidia (NVDA), voltaram a sofrer correção e pressionaram a queda de índices historicamente associados ao mercado de criptomoedas, como o S&P 500 e o Nasdaq, encerrados respectivamente em 5.447,87 (-0,31%) e 17.500,60 pontos (-1,07%).

Os fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin mantiveram os saques, a um volume de US$ 174,45 milhões em saídas líquidas, segundo dados da plataforma SoSoValue. 

Além da cautela que desfavorecia o fluxo de capital para mercado como o de criptomoedas, por causa da divulgação de dados pouco estimulantes ao risco, como a alta para 54,6 pontos do índice de gerente de compras (PMI) dos EUA em junho, segundo dados divulgados na semana passada pela agência S&P Global, o ecossistema de criptomoedas também apresentou fatores que ajudam a entender a queda do Bitcoin. Entre eles a divulgação o reembolso de investidores da exchange de criptomoedas falida Mt. Gox.

Por sua vez, a plataforma de monitoramento onchain IntoTheBock chamou a atenção no X para a capitulação (venda por menor preço) de mineradores de Bitcoin, que resultou na venda de US$ 2 bilhões em Bitcoin desde junho, maior volume em um ano, valor que sucedeu o halving ocorrido em abril, quando as recompensas por novos blocos de BTC caíram à metade.

No lado positivo das principais altcoins em capitalização de mercado, o FLIKI valia US$ 0,00017 (+9,9%), o AKT orbitava US$ 3,01 (+8,7%), o SOL respondia por US$ 137,81 (+8,8%), o RNDR representava US$ 7,78 (+8,8%), o BCH valia US$ 382,28 (+8,4%), o EGLD era trocado por US$ 30,29 (+8,3%) e o ONDO estava precificado em US$ 1,20 (+8,2%).

As altas de dois dígitos percentuais ganhavam força. Entre elas, o WIF era trocado de mãos por US$ 1,92 (+20,3%), o BRETT se equiparava a US$ 0,15 (+16,8%), o BONK estava cotado a US$ 0,000022 (+16,7%), o AAVE se comparava a US$ 92,22 (+15,6%), o MOG era transferido por US$ 0,0000014 (+32,7%) e o CKB era trocado por US$ 0,011 (+15,4%).

Chamava a atenção duas memecoins baseadas na rede Solana, ambas com tema de gato, com pico de preço que chegaram em torno de 100% nas últimas horas. Uma delas era o POPCAT, transferido por US$ 0,41 (+62,4%), e a outra era o MICHI, transacionado por US$ 0,13 (+58,8%).

Gráfico de 24 horas do par POPCAT/USD. Fonte: CoinMarketCap

No primeiro caso, a explosão do POPCAT coincidia com uma publicação no X compartilhada pelos desenvolvedores do token, que dava a entender que a memecoin pode estar prestes a ser listada pela Binance.

No caso do MICHI, era possível perceber que o gato procura interagir com eventos diversos eventos populares mundo afora, entre eles a Copa América.

Entre as novas listagens em exchanges de criptomoedas estavam HAWKTUAH na Poloniex, GEOD na Gate.io, NPC e BEFE na BitMart, PENDLE e WATER na AscenEx, MOBILE na Biconomy, e NPC, LFT e XZK na CoinEx.

No dia anterior, uma criptomoeda de IA subiu 30% em nova listagem e airdrop com o Bitcoin sob pressão e aquecimento da economia dos EUA, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.