Achar um bom projeto de criptomoeda na nascente pode ser um atalho para a riqueza. Porém, o caminho é difícil e repleto de armadilhas, porque muitas iniciativas escondem golpes, truques de marketing, iscas. Mesmo as iniciativas idôneas enfrentam a concorrência do mercado e nem sempre o sucesso de hoje se repete no futuro. Transitando na manhã desta sexta-feira (28) nessa zona suburbana, das "shitcoins" (criptomoedas de merda, na tradução em português), o Cointelegraph Brasil identificou 10 tokens recém-nascidos, em alta de até 400%.
A partir de um filtro que incluía a criação dentro de, no máximo, sete dias, e capitalização de mercado totalmente diluída e volume de negociação que pudessem conferir alguma expectativa de sobrevida dosa tokens, o mapeamento identificou a memecoin BabyCrash (BABYCRASH), criada há pouco mais de 24 horas na rede Base, encabeçando a lista.
No momento desta edição, o BABYCASH era trocado de mãos por US$ 0,002 (+217%), com um pico de preço de 400% nas últimas 24 horas, capitalização de mercado (não verificada) diluída de US$ 2 milhões, volume de transações de US$ 1,5 milhão e a memecoin rankeada na 2.720ª colocação.
Gráfico de 24 horas do par BABYCRASH/USD. Fonte: CoinMarketCap
Reforçando as críticas à falta de projetos de qualidade no mercado de criptomoedas, as memecoins ocupavam o topo da lista de ganhos. Caso da segunda colocada, Froge (FROGE), criado há seis dias, um token em Ethereum (ERC-20) negociado por US$ US$ 0,0000000040 (+110%) com market cap diluído de US$ 2,7 milhões (2.823ª colocação) e US$ 950 mil em negociações diárias.
Gráfico de 24 horas do par FROGE/USD. Fonte: CoinMarketCap
Na terceira colocação em ganho aparecia a memecoin Wagie (WAGIE), criada há quatro dias na rede Base, trocada de mãos por US$ 0,00072 (+82%) com pico de preço de 150%, porém com um gráfico sugerindo uma ascensão não analógica. Apesar disso, o WAGIE aparecia US$ 72 mil em volume de negociação de US$ 731,5 mil de market cap totalmente diluída (3.874ª posição no ranking).
Completavam a lista: SOLETF (+59,3%), HASBIK (+39%), FAC (+38,7%), MOOLA (+27,3%), RAFF (+23%), MMIP (+17,4%) e SMIDGE (+17%).
Por outro lado, o monitoramento diária também dimensionava o alto risco pelo derretimento de tokens que beiravam 100%. Caso do SCHOO (-99,2%), MAGANOMICS (-95%) e TRUTH (-89%).
Gráfico de 24 horas do par SCHOO/USD. Fonte: CoinMarketCap
Na semana anterior, o Cointelegraph Brasil também mapeou cinco shitcoins com alta mensal de até 245.000% para investidores 'loucos pelo risco’ ficarem de olho.