Bio:
Marco Carnut é sócio-fundador e CTO do Zro Bank, empresa de soluções tecnológicas em blockchain resultante da fusão das startups Bitblue e CoinWISE (da qual foi fundador e CEO).
Cursou Ciências da Computação na UFPE e se especializou na área de Segurança de Sistemas de Informação pelo programa “Certified Information Systems Security Professional” do International Information Systems Security Certification Consortium.
Com mais de 20 anos de experiência na área, é autor de vários artigos científicos sobre segurança de redes de computadores e foi três vezes ganhador do prêmio Tércio Pacitti.
Carnut também foi sócio-fundador e CTO da Tempest Security Intelligence, maior empresa do Brasil especializada em soluções de cibersegurança e anti-fraude.
O impacto do Covid-19 no mercado de criptomoedas
Mais uma marola que vai passar. O mercado de criptomoedas tem um longa história de resistir a crises, grandes e pequenas, reais e imaginárias, locais e globais.
A despeito disso tudo, os blocos continuam saindo. Mesmo assim, o mercado cripto ainda deve permanecer um bom tempo como um mercado de nicho, com menos de 1% da população atuando nele.
O mercado global de criptomoedas daqui a 10 anos
As criptomoedas vão gradualmente se difundir e se integrar à economia mundial a ponto de se tornarem tão indispensáveis quanto invisíveis.
Será algo como aconteceu com o Linux em particular e o software livre em geral - até hoje ainda tem, e daqui dez anos ainda vai ter, gente que diz que "o Windows é o único sistema operacional bem-sucedido", gloriosamente cegos com relação fato que o Linux já está em mais de 70% dos smartphones (onde é conhecido como Android), 99% das Smart TVs, 99% dos supercomputadores, 82% dos dispositivos embarcados (roteadores wi-fi, modems, sistema de entretenimento de vôo dos aviões, etc).
Daqui 10 anos ainda vai ter gente dizendo que "as criptomoedas nunca chegaram a lugar nenhum", quixotescamente cegas ao fato que já terão se tornados essenciais na espinha dorsal das finanças globais.
Mas, da mesma forma como quem trouxe a dominação global do Linux foram empresas bilionárias como os Googles, Intels, e AMDs da vida, quem vai alçar as criptomoedas a esse patamar também são empresas bilionárias e seus futuros CEOs, que já terão nascido no arcabouço cultural das criptomoedas.
Não está sendo e nem será rápido e indolor; os governos vão resistir, atrapalhar, sabotar, até uma nova geração de políticos aprender a tirar vantagem disso.
O futuro para as criptomoedas no Brasil?
O Brasil vai continuar fazendo o que vem sempre fazendo desde o barão de Mauá: seguir perdidamente atrasado o exemplo ou imposições de outros países, bajulando o estrangeiro enquanto desvaloriza e massacra o nacional.
Apesar de alguns bravos, teimosos e resilientes empresários e praticantes no setor de criptomoedas, é quase impossível remar contra uma maré tão forte e é muito difícil fazer alta tecnologia com a carência de educação e profissionais qualificados que temos aqui, sem falar no êxodo dos bons para outro países.
Isso não quer dizer que o mercado de criptomoedas aqui não vá florescer, pelo contrário, mas isso provavelmente se dará quando os grandes globais adotarem amplamente soluções baseadas em criptomoedas e tecnologias correlatas e "colonizarem" o mercado brasileiro.
Seu papel na indústria de criptomoedas e blockchain
Meu papel é ajudar a reunir os melhores talentos nas melhores tecnologias e juntá-los nas melhores empresas para que esse futuro aí que eu desenhei - criptomoedas integradas e "invisíveis" na internet e na economia com a melhor e mais equilibrada cibersegurança que der pra fazer - chegue o mais cedo possível. Mal posso esperar.