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Lucas Caram
Escrito por Lucas Caram,Editor da Equipe
Rafaela Romano
Revisado por Rafaela Romano,Ex-editor da equipe

Zro bank aposta na digitalização do mercado com Pix e Open Banking para se tornar referência cripto no Brasil

CEO do Zro Bank espera que todas as transações no Brasil sejam digitais em até dois anos.

Zro bank aposta na digitalização do mercado com Pix e Open Banking para se tornar referência cripto no Brasil
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A fintech cripto brasileira Zro Bank, uma das instituições financeiras cadastradas no Pix, aposta na revolução digital da economia brasileira para tornar-se uma referência no mercado, segundo matéria da Exame.

O Zro Bank oferece a seus clientes uma conta digital que reúne criptomoedas, câmbio de moedas fiduciárias e outros produtos. Diferente de apps de exchanges e mesmo de outros bancos digitais como o Nubank, o Zro Bank atua como uma carteira que integra a serviços financeiros tradicionais e as criptomoedas.

O CEO do Zro Bank, Edisio Pereira Neto, explica:

“O Zro não é um banco nem uma corretora, mas integra tudo isso. É um superapp financeiro, que oferece, através de parceiros, os mais variados serviços e produtos financeiros. Nosso background vem dos mercados de câmbio e criptomoedas, então trazemos esse knowhow para o Zro. Não queremos ser como bancos tradicionais, cujo foco está nos cartões. Estamos mais interessados em serviços de câmbio”

Ele ainda destaca que as revoluções do Pix e do Open Banking, que devem mudar radicalmente a relação entre instituições financeiras e clientes. A digitalização das transações deve favorecer modelos de negócios como o da fintech:

“Eu acredito que em, no máximo, dois anos ninguém mais vai usar cartão. Todas as transações serão digitais. E quem não usar meios digitais será visto com desconfiança, algo parecido com o que acontece com os cheques atualmente. [...] Tenho 200 casas de câmbio, dessas tradicionais, lojas físicas. E eu sei que isso vai acabar em breve. Vão deixar de existir. E agora, no Zro, nós trabalhamos para isso. Seria algo como se eu tivesse uma frota de táxis e estivesse trabalhando para criar o Uber”

Entre as metas da fintech está chegar a 600.000 clientes em até cinco anos e ampliar a carteira para outras criptomoedas - hoje a conta digital suporta apenas o Bitcoin (BTC).

Segundo Pereira Neto, a adoção de criptomoedas no Brasil foi mais lenta do que o esperado, especialmente devido às fraudes e pirâmides que afetaram o mercado até 2019.

“Com a falta de uma regulamentação, surge espaço para golpistas e fraudadores e isso é muito ruim para o mercado. As pessoas leigas no assunto ficam assustadas, se afastam. Mas isso está mudando. O mercado vem se profissionalizando e existe um esforço em conjunto das empresas do meio para promover educação sobre o tema”

De fato, com a atuação do Banco Central, que reconheceu a atividade de exchanges, da Receita Federal, que estabeleceu normas de controle, e da Comissão de Valores Mobiliários, o mercado afastou os atores maliciosos, apesar de não ter extinguido a ação de fraudadores.

Como noticiou recentemente o Cointelegraph Brasil, o Zro Bank e o Atar são as duas instituições que vão integrar o mercado cripto ao Pix no lançamento do sistema, dia 16 de novembro. Além delas, as exchanges também devem oferecer saques e depósitos instantâneos no sistema através de seus parceiros de compensação.

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