A WOW aceleradora declarou em uma nota oficial publicada em 10 de outubro, que não recebeu os valores combinados com a Atlas Quantum, empresa que afirmava realizar operações de arbitragem de bitcoin.
Em abril deste ano a Atlas Quantum anunciou a recompra de uma parte do seu capital pertencente a WOW Aceleradora. A WOW possuía 7,5% do capital do Atlas Quantum. O valor da negociação teria sido acertado em R$ 22,5 milhões, tendo a Atlas Quantum sido avaliada em mais de R$ 300 milhões pelas partes na transação. Ainda, segundo um comunicado compartilhado na epoca, juntas as empresa lançaram um programa de investimento em novas empresas de blockchain e criptomoedas, com previsão de desembolso de até R$ 300 mil em novos negócios no setor.
“Agora, através dessa nova parceria, queremos gerar novos negócios e contribuir para que o setor se fortaleça ainda mais, em linha com nosso projeto de expansão", disse o CEO da atlas Quantum na época.
No entanto, conforme o comunicado da Wow, a Atlas não honrou os compromissos assumidos e, até o momento, não pagou a WOW como havia prometido e que, apesar de ser uma das investidoras da empresa, nunca teria participado de qualquer decisão da companhia, mesmo tendo Burno Peroni, que era uma dos principais diretores da Atlas, como sócio da Wow.
"Em março de 2019 o controlador da Atlas Quantum propôs a recompra a prazo do mútuo por um valor proporcional ao crescimento da empresa, valor esse que não foi integralmente recebido. (...) A Atlas Quantum, em maio de 2017, estava iniciando suas operações quando foi selecionada pelo grupo de anjos para participar do processo de aceleração durante o período de seis meses, elegível a receber um financiamento na forma de mútuo conversível, sendo que nem o grupo nem a WOW se tornaram sócios da Atlas, nem participaram de sua gestão em qualquer momento. Após o encerramento do processo de aceleração, concluído em novembro de 2017, observamos o crescimento da empresa, apesar de não termos acesso às suas informações estratégicas ou operacionais."
A WOW não afirmou se entrará com processo judicial contra a Atlas para reaver seus valores e se limitou a acrescentar que aguarda que a emrpesa honre os compromissos com os usuários.
"Em setembro de 2019, fomos surpreendidos pelas notícias de que os clientes estavam tendo dificuldades junto à Atlas Quantum. Acompanhamos as notícias publicadas e desejamos que a situação seja normalizada tanto para a empresa quanto para seus clientes"
Como noticiou o Cointelegraph, o CEO da Atlas Quantum, Rodrigo Marques, teria deixado o Brasil e ido para a Holanda, com toda a família segundo fontes de dentro da própria empresa que alertaram o Cointelegraph.
"Logo após a Audiência Pública, na Câmara dos Deputados, o Rodrigo demitiu a equipe de segurança que acompanhava ele em todos os locais e junto com a família comprou um viagem, já para o dia seguinte, para Amsterdã, na Holanda. Ele levou tudo o que podia levar na mão. A filha também levou o que pode. Ninguém sabe o paradeiro exato dele naquele país", disse a fonte.
O Cointelegraph entrou em contato com agentes de atendimento da empresa que garantiram que ele está em São Paulo, "estudando soluções para resolver os saques atrasados", segundo a fonte, os operadores de canais de atendimento já teriam sido orientados para responder as solicitação. A empresa nega que ele tenha saído do país mas não afirmou onde ele está.