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Gino Matos
Escrito por Gino Matos,Ex-redator(a) da equipe
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

'Só sacar stablecoin de exchange não adianta', diz analista sobre mitigar riscos

Escolher rollups do Ethereum para sacar stablecoins pode ser uma escolha nada eficiente sob a ótica de segurança, afirma KoroushAK em sua newsletter

'Só sacar stablecoin de exchange não adianta', diz analista sobre mitigar riscos
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Nos últimos sete dias, mais de US$ 1 bilhão em stablecoins foi retirado de exchanges. A incerteza sobre o tamanho do risco sistêmico causado pelo colapso da FTX, e os temores de falência da Genesis, fizeram com que investidores investissem na custódia de seus ativos fora de exchanges.

Para o analista conhecido como KoroushAK, tirar stablecoins de exchanges não é o suficiente. Na edição de quarta-feira (23) de sua newsletter, ele explica que investidores não estão seguindo os melhores passos para mitigar o risco.

Imagem: fluxo de saída de stablecoin das exchanges/Nansen e Pluto

Cuidado com a blockchain

Para ilustrar o seu ponto, Koroush usa a rede Arbitrum como exemplo. A Arbitrum é um optimistic rollup do Ethereum, criado para melhorar a escalabilidade desta blockchain. Ele explica que o fluxo de usuários tem crescido na Arbitrum desde o início de novembro.

Imagem: aumento nas transações dentro da Arbitrum/KoroushAK e Nansen

Embora o analista não mencione na newsletter, o aumento na atividade pode estar ligado aos rumores de um possível airdrop de tokens da Arbitrum. Ao lançarem tokens nativos, protocolos recompensam usuários que interagiram com suas aplicações, por isso o aumento no número de transações. Apesar dos rumores, a Arbitrum ainda não confirmou o lançamento de seu token.

Desde o dia 10 de novembro, Koroush afirma que US$ 120 milhões em USDC foram transferidos para dentro da Arbitrum. Ele fala sobre os riscos de enviar stablecoins para redes onde elas não são nativas.

“O que é transferido é uma versão sintética. Esses ativos sintéticos, geralmente, têm seus valores pareados em proporção 1:1 com o ativo original. Mas sempre há a possibilidade de perda de pareamento. O Bitcoin sintético, Wrapped Bitcoin, emitido na Solana perdeu a paridade recentemente por conta de problemas na rede.”

Quando nativo, o USDC pode ser convertido em dólares físicos junto à Circle, emissora da stablecoin, diz Koroush. Dentro da blockchain Ethereum, o USDC é nativo, mas esse não é o caso da Arbitrum. Em suma, o analista explica que, em caso de colapso, não será possível converter imediatamente o saldo em stablecoins para dólares reais.

“Guardar USDC na Arbitrum é mais arriscado do que em uma rede nativa, como o Ethereum. Em caso de problemas, sua stablecoin sintética pode ir a zero.”

Ao sacar stablecoins da exchange, se o interesse for mitigar os riscos e proteger os fundos, Koroush comenta que o melhor a se fazer é usar as redes nativas dos criptoativos. “Isso pode ser aplicado para qualquer criptoativo”, conclui.

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