Cansado das oscilações do Bitcoin? Especialistas apontam 3 reflexões sobre o atual mercado de investimentos no Brasil

O preço do Bitcoin despencou mais de 15% recentemente sendo negociado na faixa dos U$ 8 mil. Parte da queda estaria supostamente ligada a frustação em torno do lançamento da Bakkt, a plataforma de negociação de Bitcoin futuro da Bolsa de Valores de Nova York.

A queda levou alguns investidores a questionarem aplicações em BTC devido a alta volatilidade e o suposto 'baixo interesse' do mercado instittucional no criptoativo, fato que 'impediria' uma valorização maior da criptomoeda no méido prazo.

Para aqueles que desejam 'dar um tempo' no mercado cripto ou que aguardando uma definição maior dos níveis de resitência e suporte, desejam abrir outras frentes de investimento, especialistas presentes no InvestSmart Day 2019, destacaram reflexões importantes sobre o mercado tradicional frente a situação economica nacional.

Incertezas no cenário político nacional e internacional

No painel político, o economista sênior da XP Investimentos, Marcos Ross, abordou as perspectivas, riscos e oportunidades do atual cenário brasileiro. Ele projeta um quadro de baixo crescimento da economia - 0,9% em 2019 e 2,1% em 2020 – e riscos inflacionários também baixos. Diante dessa situação, a retomada do nível de investimentos tende a ser lenta. No que diz respeito ao cenário externo, a situação tende a permanecer incerta, assim como a tramitação das reformas econômicas defendidas pelo governo federal.

O painel também contou com a participação da economista-chefe da ARX Investimentos, Solange Srour. Em sua apresentação, chamou a atenção para a gradual desaceleração das principais economias do mundo em 2019 e 2020, o que provoca um efeito incerteza, que é parcialmente compensado por maiores estímulos monetários e fiscais. “Além disso, tensões geopolíticas e comerciais entre China e Estados Unidos também impactam o crescimento da economia global”, comentou.

Previdência em crise

Em sua palestra, o diretor regional da Icatu Seguros, Sérgio Prates, chamou a atenção para o desequilíbrio previdenciário que existe no Brasil atual. Para isso, comparou a taxa de fecundidade da população em 1960 e 2012. Nesse período, o índice caiu de 6,3 para 1,7. “Pela primeira vez, agora há mais pessoas no mundo com mais de 65 anos do que com menos de 5 anos”, comentou.

Esse cenário faz com que o volume de contribuições não acompanhe o aumento do número de aposentados, colocando a previdência social em crise. Apesar disso, apenas 13% da população possui um plano de previdência complementar, o que garante um amplo mercado potencial para a Icatu, que atualmente está entre as maiores empresas do ramo no Brasil.

Oscilações na bolsa

Henrique Bredda, que é cofundador da Gestora Alaska Asset Management, um dos fundos de maior rentabilidade do mercado financeiro do Brasil, também palestrou no evento. Em sua apresentação, abordou as oscilações do índice S&P 500, composto por 500 ativos cotados nas bolsas de Nova York e NASDAQ, de acordo com acontecimentos políticos no Brasil em 2018. “Por mais que o medo e o otimismo impactem os preços todos os dias, o que importa de fato para uma empresa e o acionista são os lucros, dividendos e geração de caixa”, comentou Bredda. 

Como noticiou o Cointelegraph, a presidente da Wyoming Blockchain Coalition, Caitlin Long, respondeu à recente agitação nos mercados monetários analisando a fragilidade sistêmica do setor financeiro tradicional em comparação com o Bitcoin (BTC).

Long argumentou que "em nível sistêmico, o sistema financeiro tradicional é tão frágil quanto o Bitcoin é 'antifrágil'". Escrevendo na esteira da fraqueza da semana passada nos mercados de recompra - o que levou o Federal Reserve a temporariamente injetar US$ 75 bilhões em dinheiro para manter as taxas dentro do seu objetivo - Long argumentou que o incidente representava "uma versão moderna de uma corrida bancária". contínuo:

"E ainda não acabou. Recuando, ele revela duas grandes coisas sobre os mercados financeiros: primeiro, o Tesouro dos EUA não é um ativo verdadeiramente "livre de risco" [...] e segundo, os grandes bancos estão subcapitalizados significativamente. O evento não significa que outro colapso financeiro seja necessariamente iminente, [...] pois o fogo na floresta pode ser apagado pelo Fed ou pelos bancos que levantam mais capital."