O pentacampeão do mundo pela Seleção Brasileira Cafu está processando a suposta pirâmide de Bitcoin (BTC) Arbcrypto, empresa da qual era embaixador, por danos morais e materiais.

Diante da ruína da empresa em 2020, Cafu entrou como réu em um processo na Justiça contra a Arbcrypto e teve R$ 3 milhões em bens bloqueados. Os donos da suposta empresa, Alexandre Kwok e Eneas Tomaz, também tiveram suas contas suspensas. A matéria é do Yahoo Finanças.

A defesa de Cafu afirma que a empresa usou sua imagem "de forma indevida". Em 2019, ele fechou um acordo de R$ 1,98 milhão com a Arbcrypto, cedendo sua imagem para promover o negócio, mas nunca teria sido pago.

Ainda segundo seus advogados, Cafu recebeu a promessa que receberia a primeira de 18 parcelas do acordo se participasse de um evento da empresa. Ele teria cumprido sua parte do acordo, mas a empresa não.

A imagem da Arbcrypto começou a ruir em 2020, diante de denúncias de clientes de que se tratava de uma pirâmide de Bitcoin. A imagem de Cafu era usada pela empresa para vender cursos, dicas de trade e outros "serviços" da empresa.

Além de R$ 2 milhões previstos no acordo inicial, o pentacampeão também pede indenização por danos morais e materiais no valor de R$ 100 mil, além de 20% dos honorários dos advogados, em valor estimado em mais R$ 100 mil.

O capitão do pentacampeonato do mundo em 2002 não é o único jogador de futebol a ser ludibriado por pirâmides de Bitcoin no Brasil. O ex-goleiro Bruno Fernandes chegou a promover uma empresa proibida de atuar no país, a IQ Option. O astro Ronaldinho Gaúcho também se envolveu com uma pirâmide de Bitcoin e foi processado por isso; hoje ele é embaixador do Atari Token, da famosa marca de videogames.

LEIA MAIS