Orbitando US$ 62,5 mil (-2,6%) na tarde desta quarta-feira (8), o Bitcoin (BTC) continuava despertando a cobiça e, ao mesmo tempo, a desconfiança de especialistas e grandes investidores de criptomoedas, caso das carteiras mais afortunadas, as baleias. Nesse segundo caso, análises apontam para a redução da compra da queda de BTC, redução de apetite que pode favorecer a correção do benchmark. 

No caso dos especialistas, as opiniões se dividem entre o mergulho, pela associação do Bitcoin com índices do mercado acionário em meio à instabilidade macroeconômica, em especial a política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA. O que é um exagero na interpretação daqueles que acreditam que o BTC vai chegar a US$ 150 mil (+134%) ainda este ano.

Em relação às baleias, uma publicação feita no X esta semana pela plataforma de monitoramento on-chain IntoTheBlock apontou para o acúmulo de endereços com mais de 1.000 BTC ao longo dos últimos meses, o que historicamente precede o aumento de preço. Porém, acrescentou a IntoTheBlock, os picos de acumulação das baleias são sempre menores que os picos anteriores.

“Isto poderia indicar que as baleias têm cada vez menos apetite para comprar o mergulho?”, indagou.

Na esteira pessimista, o especialista em criptomoedas Benjamin Cowen disse essa semana no YouTube que o Bitcoin pode estar seguindo os passos de índices acionários como Russel 2000 Index, Nasdaq e S&P 500.

Segundo ele, esses três índices subiram acima da média móvel simples (SMA) de 50 dias antes de testemunharem uma retração e “se [Bitcoin] é apenas uma versão mais volátil do mercado de ações, seria lógico que se você obtiver uma correção do S&P e do Nasdaq e do Russell para o SMA de 20 semanas, 21 semanas EMA (média móvel exponencial), você provavelmente verá isso acontecer com o Bitcoin. E agora aconteceu.”

“Mas depois mostramos que o S&P, o Russell, o Nasdaq acabaram de voltar à sua média móvel de 50 dias. Então surge a questão de onde está a média móvel de 50 dias do Bitcoin?”, questionou.

No campo positivo está o CEO da plataforma de insights de mercado Fundstrat, Tom Lee, que declarou esta semana à CNBC que o ciclo de alta do Bitcoin está longe do fim apesar da pouca probabilidade de início da redução da taxa básica anual do Fed.

“O Bitcoin ainda está no início de um ciclo de alta. Portanto, a ideia de que pode chegar aos US$ 150 mil este ano ainda está dentro do nosso cenário base… Penso que ajuda o facto de a Fed estar a reiterar que a sua visão sobre a inflação e o facto de ser relativamente pacífica é mais pacífica do que onde o mercado é. Então, acho que é por isso que os mercados estão se recuperando”, declarou.

No radar dos especialistas também estão um rival do Ethereum, 3 memecoins e altcoin pouco conhecida, em alta anual de até 580% e sinais de explosão de até 130%, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletem as posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar uma decisão.