Denúncias sobre suposto 'golpe do Bitcoin' podem chegar a 180 no Nordeste brasileiro

As denúncias de um suposto golpe envolvendo o investimento em Bitcoin (BTC) em diversas cidades do nordeste brasileiro podem chegar a 180. Até agora, somente no município de Afogados, em Pernambuco, elas já chegam a 50 na Delegacia de Repressão ao Estelionato do município, de acordo com matéria do site Diário de Pernambuco de 15 de fevereiro. 

De acordo com a publicação, há relatos de golpes similares em outras cidades do nordeste brasileiro, em Pernambuco, Bahia, Alagoas, Paraíba e Ceará.

O grupo que reúne vítimas do golpe no Facebook já poaaui mais de 180 pessoas, e especula-se que o número pode passar de 200. 

O autor do golpe seria o empresário recifense Thiago Gouveia de Vasconcelos, 22 anos, consultor de investimentos.

Segundo as vítimas, Thiago teria usado os valores depositados para investimento em Bitcoin em outras finalidades como apostas esportivas e perdido parte do dinheiro, antes de supostamente fugir. Os valores investidos variavam entre R$ 50 mil e R$ 600 mil.

Também disseram que o autor do golpe era filho de um médico conhecido na cidade, que teria atuado para convencer as vítimas do investimento. Elas teriam firmado contrato com Thiago, que deveria apresentar relatório de investimento aos investidores regularmente. 

Na última semana, enviou um comunicado aos investidores em que dizia que “ante as variáveis do mercado financeiro, em especial ao risco das operações que as cercam, houve atrasos nos repasses dos saques, entre outros inconvenientes”. Depois disso, porém, ele deixou de responder e-mails e mensagens de texto. 

Segundo o advogado do acusado ouvido pelo Diário de Pernambuco, "Thiago ainda não pôde vir [esclarecer o caso] por um motivo muito simples: está internado, tratando de uma depressão que evoluiu e o psiquiatra entendeu que havia necessidade de internação, há poucos dias. O que posso dizer e reafirmar é que não se trata de um golpe”, assegurou. 

Segundo o advogado, Thiago deve se apresentar para esclarecimento depois da alta médica, mas que “na semana que vem [esta semana], entre terça ou quarta-feira,” conversaria com o advogado para explicar o ocorrido.