Uma equipe brasileira formada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um teste rápido para identificar infectados pelo coronavírus e que pode ser feito pelo celular a um custo até 5 vezes mais baixo que os testes atuais e, devido a solução inovadora foram contemplados com o terceiro lugar no Global Virtual Hackathon COVID19, promovido pelo Azerbaijão em parceira com a ONU.

O projeto nacional concorreu com mais de 600 projetos enviados por equipes de mais de 40 países, que apresentaram projetos diversos incluindo o uso de blockchain, inteligência artificial e outras tecnologias. O hackathon foi totalmente online e focado exclusivamente em soluções visando controlar a pandemia mundial.

O evento promovido pelo Ministério dos Transportes, Comunicação e Altas Tecnologias do Azerbaijão e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e premiou a equipe brasileira com US$ 2 mil.

O teste, chamado Zebrafish, foi desenvolvido sob a orientação do Dr. Ives Charlie da Silva do Instituto de Ciências Biomédicas da USP e utiliza o peixe Paulistinha como base para seu desenvolvimento. Segundo os pesquisadores, o peixe tem até 80% de genes similares ao dos seres humanos.

Desta forma os pesquisadores injetaram o Covid19 nas fêmeas do peixe que acaba por produzir anticorpos que são transferidos para os ovos gerados. Com as proteínas dos ovos os pesquisadores desenvolveram componentes químicos que reagem a presença do vírus (com ou sem sintomas). Este componente foi inserido em um teste acompanhado de um QR Code.

Para usar o teste é simples, basta inserir a saliva da pessoa que deseja saber se está infectada no teste e o componente químico retirado do peixe vai reagir com a saliva e avaliar se há ou não presença viral de Covid-19, e, como se fosse um teste de gravidez, em caso positivo, aparecem dois traços no papel, indicando que a pessoa está infectada e, em caso negativo, aparece apenas um traço.

Com o app instalado no celular o usuário pode escanear o QR Code que irá exibir o resultado na tela do celular permitindo notificar as autoridades governamentais em caso positivo. Além disso, quando o teste é escaneado pelo QR Code ele adiciona o resultado em um mapa permitindo detalhar com mais agilidade as regiões com mais incidência de infectados.

Segundo os pesquisadores o custo total de produção dos testes é em torno de US$ 5, não foi informado a taxa de porcentagem de acerto do teste.

Desde que o coronavirus começou a avançar por todo o mundo, startups brasileiras começaram a desenvolver soluções para ajudar governos e a população a controlar o avanço da pandemia, A startup brasileira, Privacy Tools, anunciou o lançamento de uma plataforma em blockchain que pretende criar um "passaporte da imunidade" que ajudaria as pessoas e governos a desenvolver estratégias para 'acabar' com o isolamento social e retomar a atividade econômica.

Já a brasileira Blockforce que lançou em 30 de março a iniciativa Desviralize que está criando um mapa, em tempo real, usando blockchain, da disseminação do coronavírus no país. Os interessados em colaborar com a plataforma, que é totalmente gratuita, e ajudar a mapear o avanço da pandemia no país devem acessar o site: https://desviralize.org

Por meio da iniciativa pessoas de todo o Brasil são convidadas a preencher um questionário indicando se estão ou não diagnosticadas com o coronavírus, além de outras perguntas. Por meio das respostas a empresa divide os usuários que colabora com a plataforma são divididos cinco categorias indicando o avanço da pandemia.

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