Após romper a resistência de US$ 59 mil nas últimas 24 horas, o Bitcoin (BTC) recuava a US$ 57,1 mil (-2,2%) na manhã desta sexta-feira (12), quando o benchmark respondia por 53,4% de dominância de mercado, cujo market cap orbitava US$ 2,1 trilhões (-2,2%). 

A retração também era percebida pela manutenção do sentimento de medo dos investidores, a 40%, e a maior parte das principais altcoins em capitalização de mercado no vermelho, apesar da alta de alguns tokens em até três dígitos percentuais.

As criptomoedas davam sinais de manutenção da correlação histórica com os índices S&P 500 e Nasdaq, que encerraram o pregão do dia anterior em 5.584,54 (-0,88%) e 18.288,62 pontos (-1,92%), queda encabeçada pela devolução de ganhos de big techs, em forte pressão de venda. 

O movimento pode ter limitado o apetite dos investidores ao risco, já que a quebra da resistência de US$ 59 mil pelo Bitcoin ocorreu logo após a surpresa dos investidores com a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) referente a junho nos EUA. Segundo reportou o Departamento do Trabalho daquele país, o CPI caiu 0,1% em relação a maio e registrou o menor avanço mensal (0,2%), quando excluídos os preços de alimentos e energia.

O recuo do CPI representa um sinal otimista para mercados como o de criptomoedas porque fortalece a expectativa dos investidores para o início de cortes na taxa de juros do Federal Reserve (Fed) a partir de setembro. Otimismo que, apesar da retração do Bitcoin em meio ao despejo promovido nos últimos dias perlo governo alemão, podia ser percebido pela continuidade das entradas líquidas sobre os fundos negociados em bolsa (ETFs) baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin, a um volume de US$ 78,93 milhões, segundo dados da plataforma SoSoValue. 

No lado positivo das principais altcoins em capitalização de mercado, o XRP era transacionado por US$ 0,47 (+5,8%), o MKR era negociado por US$ 2.406,72 (+5,5%)  e o XLM era comprado por US$ 0,091 (+3,6%). Pelo contrário, o BONK orbitava US$ 0,000022 (-13%), o RNDR era vendido por US$ 5,74 (-10,7%), o PEPE era transferido por US$ 0,0000084 (-10,1%) e o ENA se equiparava a US$ 0,37 (-10,1%).

As altas de dois dígitos percentuais se apresentavam em menor número. Nesse caso, o POLY estava quantificado em US$ 0,10 (+29,9%), o PIRATE chegava a US4 0,28 (+12,7%), o PDA se equiparava a US$ 0,079 (+32,8%), o MDX se nivelava por US$ 0,047 (+35,7%), o MAPO se transferia por US$ 0,0096 (+15,7%) e o GPU SE TRADUZIA EM us4 0,43 (+13,7%).

Chamava a atenção a volatilidade em torno da desconhecida memecoin baseada em Solana FOFAR, transferida por US$ 0,000046 (+392%) e com um pico de preço de 460% nas últimas horas.

Gráfico de 24 horas do par FOFAR/USD. Fonte: CoinMarketCap

De acordo com dados da plataforma de monitoramento de preços CoinMarketCap, o FOFAR movimentava US$ 1,9 milhão (+624%) em negociações nas últimas horas, porém o mapeamento não confirmava o autorrelatado market cap do token, em US$ 479,3 mil que conferiam ao FOFAR a modesta 2.694ª colocação no ranking.

Entre as novas listagens em exchanges de criptomoedas estavam DOOGLE na Poloniex, TOWELI e VALOR na BitMart, XR na Indodax e CELR e SPEC na Bitkub.

No dia anterior, as altcoins subiram até 70% e ensaiaram uma corrida dos touros enquanto do Bitcoin espreitava o CPI dos EUA, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.