Outubro chegou ao fim e não sobrou nem R$ 1 para investir em Bitcoin (BTC) e criptomoedas. Pelo contrário, o negativo tá comendo solto na conta do Banco e a fatura do cartão ainda nem chegou.
Isso sem contar que o tão falado 13 ainda nem chegou e já tem boleto na mesa clamando a sua presença.... Enquanto isso, aquele seu amigo não para de falar que lucrou x% compando Decentraland (MANA), Shiba Inu (SHIB), Dogecoin (DOGE) e aproveitou e colocou um pouquinho em Bitcoin e Ethereum (ETH) como segurança.
Bom, saiba que você não está sozinho. Uma pesquisa recente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelou que mais de 71% dos brasileiros estão individados devido a problemas financeiros decorridos da pandemia do covid-19 ou por má gestão financeira.
Já os outros 39%, diante de tantas incertezas geradas por conta da crise econômica no país, investir, seja em criptomoedas ou no mercado tradicional, tem sido a solução para garantir um patrimônio para o futuro.
Segundo a B3, só no primeiro semestre de 2021, o número de investidores cresceu 43% em relação ao mesmo período de 2020, totalizando 3,8 milhões de pessoas físicas cadastradas.
Os números indicam que, cada vez mais, o interesse pelo assunto vem aumentando, no entanto a quantidade de brasileiros que realizam algum tipo de investimento ainda é relativamente baixa devido a muitos fatores, incluindo a falta de educação financeira.
Nesta linha, Beto Assad, analista de ações e consultor financeiro do Kinvo, destaca que a organização das finanças é um fator super importante para quem deseja começar a investir e pode e deve ser feito por qualquer pessoa.
"Hoje em dia, há várias opções no mercado financeiro e alguns deles podem ser iniciados com um valor pequeno e envolvem menos riscos. Os investimentos são mais democráticos, por isso, se a pessoa conseguir estudar o assunto e entender o seu perfil de risco, é possível realizar um investimento que garanta frutos no futuro", afirma o especialista.
Por isso, se você está pensando em investir, mas ainda não sabe como começar, o especialista traz dez dicas sobre como se organizar financeiramente para iniciar a jornada como investidor com o pé direito. Confira abaixo.
Saiba quanto você ganha e o quanto gasta
Procure anotar todo o valor mensal de sua renda, incluído o valor líquido do salário e de outras atividades que gerem receita extra. Anote também todos os gastos, pois é importante entender para onde o dinheiro está indo.
"Fazer uma planilha contendo todas essas informações pode ser uma ótima opção para organizar as finanças, desta forma é possível ter uma visão geral das finanças, pois é fundamental ter essas informações para começar a se organizar", afirma Assad.
Mantenha as contas equilibradas
Depois de organizar as receitas e os gastos, você terá mais controle sobre as suas finanças. A partir disso, é preciso manter as contas equilibradas, ou seja, se organizar para gastar apenas com coisas que são necessárias e nunca gastar mais do que recebe para evitar o endividamento.
Pague as dívidas primeiro
Para quem já está inadimplente, a dica é fazer um levantamento do valor total das dívidas e montar um planejamento para quitá-las o quanto antes. Para isso, entre em contato com a instituição para qual você está em débito e renegocie o valor, priorizando a redução das taxas de juros.
Aumente a sua renda
Uma alternativa para organizar as finanças é aumentar a renda, por meio de algum trabalho fora do expediente, como freelancer ou como empreendedor de um negócio.
"Atualmente, várias pessoas estão transformando hobbies em fontes de renda. Por conta da pandemia, muita gente teve que se reinventar e estão conseguindo juntar um ótimo valor por meio dos trabalhos extras", explica Assad.
Estabeleça prazos
Outra dica para se organizar é estabelecer prazos para estruturar as suas finanças pessoais. Para o analista, determinar metas contribui para a visualização dos resultados do esforço e é uma forma de avaliar se as atitudes adotadas estão realmente funcionando para você.
Elimine gastos desnecessários
Cortar ou reduzir gastos desnecessários é fundamental para a organização financeira, afinal, o valor economizado pode ser utilizado tanto para quitar dívidas quanto para começar a investir. Para isso, algumas práticas simples podem ajudar na redução de custos, como fazer as refeições em casa, optar por transporte público ou andar a pé e optar por programas culturais gratuitos.
Pesquise os valores antes de comprar
Para ter uma vida financeira saudável não é necessário deixar de adquirir bens materiais, mas é preciso pesquisar e se planejar para realizar a compra sem extrapolar o orçamento.
Para isso, a dica é realizar simulações dos gastos para compras maiores como troca de um automóvel ou reforma na casa. Neste ponto, é importante considerar a relação custo-benefício e o quanto é possível gastar na compra.
Procure informação
Antes de começar a investir, é importante estudar o assunto para colocar o seu dinheiro em algo que faça sentido e esteja alinhado com os seus objetivos financeiros.
"A informação é fundamental para quem quer começar a investir e hoje em dia há diversos materiais gratuitos na internet que podem contribuir para propagar o conhecimento no assunto", explica Assad.
Defina prioridades
Para quem deseja organizar as finanças é importante determinar as prioridades. Alguns gastos são essenciais como moradia, alimentação e transporte e dificilmente podem ser cortados, mas outros como viagens, cursos, aposentadoria e investimentos podem ser priorizados de acordo com as necessidades e objetivos pessoais de cada um.
Adote um planejamento
Por fim, adotar um planejamento para as finanças e determinar um valor mensal para investir é um fator super importante para a organização financeira. Por meio do planejamento será possível direcionar o valor que será gasto e investido de forma estratégica e de acordo com os seus objetivos pessoais.
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