A Tether introduziu uma nova unidade de conta vinculada ao seu token de ouro digital, o XAUT, em uma iniciativa destinada a reduzir as barreiras à posse fracionada de ouro em um momento em que investidores institucionais e bancos centrais acumulam o metal precioso em níveis recordes.
Na terça-feira, a emissora da stablecoin apresentou o Scudo, uma unidade de conta que representa um milésimo de uma onça troy de ouro.
Cada Scudo corresponde a 1/1.000 de um token XAUT, o ativo lastreado em ouro da Tether. O XAUT é sustentado por mais de 1.300 barras de ouro mantidas sob custódia e atualmente tem uma capitalização de mercado de aproximadamente US$ 2,3 bilhões, segundo a Tether.
A Tether afirmou que a introdução do Scudo foi projetada para tornar a posse de ouro mais acessível. Embora o ouro seja há muito visto como uma reserva de valor confiável, a posse direta historicamente foi limitada por questões de armazenamento, custódia e divisibilidade.
Embora o XAUT já tenha resolvido muitos desses desafios ao tokenizar o ouro físico, o Scudo tem como objetivo simplificar ainda mais transações menores on-chain lastreadas no metal.
De acordo com a empresa, a iniciativa representa um passo para tornar o ouro mais facilmente transacionável nas modernas infraestruturas digitais, em vez de servir apenas como uma reserva de valor de longo prazo.

Paolo Ardoino, CEO da Tether, descreveu o ouro como “a reserva de valor definitiva ao lado do Bitcoin”, após um ano recorde para os preços do metal, que superaram US$ 4.550 por onça troy.
Em uma publicação nas redes sociais, Ardoino comparou o Scudo aos satoshis, a menor unidade de conta do Bitcoin (BTC).
A nova corrida do ouro
Os metais preciosos tiveram um ano recorde em 2025, com os preços do ouro subindo cerca de 65% em meio a renovados esforços de desdolarização, compras agressivas por bancos centrais e preocupações persistentes com a inflação entre os investidores.
A alta foi além do ouro. Os preços da prata avançaram mais de 140% ao longo do ano, alcançando cerca de US$ 80 por onça troy, ressaltando um impulso mais amplo em todo o complexo de metais.
O economista Peter Schiff descreveu a disparada como um sinal de que os investidores estão se preparando para o que ele chamou de “a maior inflação da história dos EUA”, mesmo com leituras recentes do Índice de Preços ao Consumidor indicando uma desaceleração das tendências inflacionárias.

O avanço do ouro também destacou uma divergência em relação ao Bitcoin, que encerrou o ano em queda e mostrou evidências limitadas de demanda como porto seguro. O contraste foi particularmente pronunciado no quarto trimestre, após um amplo evento de desalavancagem desencadeado pela queda do mercado em 10 de outubro.

