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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Telefônica, dona da Vivo no Brasil, vai usar blockchain para permitir que usuários troquem seus dados por dinheiro

A Telefônica, dona da Vivo no Brasil, anunciou uma parceria com o mercado Wibson e vai começar a testar uma plataforma em blockchain para que os usuários possam vender seus dados

Telefônica, dona da Vivo no Brasil, vai usar blockchain para permitir que usuários troquem seus dados por dinheiro
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A Telefônica, dona da Vivo no Brasil, anunciou uma parceria com o mercado Wibson e vai começar a testar uma plataforma em blockchain para que os usuários possam vender seus dados em troca de dinheiro. A solução será testada inicialmente com os clientes da empresa no Uruguai e também será usada para validar os dados dos usuários e garantir que eles são reais.

“A Telefônica atuará como notária, ajudando a verificar o status de assinante da Movistar para consumidores que vendem dados por meio do mercado Wibson”, afirma o comunicado.

A Wibson lançou seu marketplace de dados em outubro, permitindo que usuários da Argentina, Espanha e Reino Unido utilizem seu aplicativo móvel e um token próprio (WIB) para monetizar informações pessoais. Após a confirmação da transação dos dados através de contratos inteligentes na plataforma, os usuários recebem o pagamento diretamente em suas carteiras digitais no aplicativo.

"Blockchain não só nos permite trabalhar com novos modelos de negócios relacionados a dados pessoais. Ele nos dá a oportunidade de adicionar uma camada de confiança às operações e projetar novos serviços disruptivos”, disse a Telefônica.

Telefônica e blockchain

A gigante global de telecomunicações investe em soluções baseadas em blockchain desde pelo menos 2018, quando iniciou testes com o uso da tecnologia para emissão de dívidas públicas da empresa na Alemanha. No mesmo ano, a empresa também fez parceria com a IBM para aplicar a tecnologia blockchain ao gerenciamento do tráfego internacional de chamadas de telefones celulares.

Em 2020, a empresa anunciou a criação de uma blockchain própria que, segundo a empresa, se tornou a terceira maior do mundo na época, processando mais de 500 transações por segundo. No Brasil, a empresa também anunciou uma parceria com a Associação local de Parques de Ciência e Tecnologia (APTE) da Espanha para conceder acesso ao seu blockchain a cerca de 8.000 empresas no país. Por meio da parceria, a Telefônica implementou nós de sua blockchain baseada em Hyperledger nos 52 sites da APTE.

No Brasil a empresa também anunciou uma aplicação em blockchain no rastreio da cadeia de suprimentos de roteadores. Em março de 2020, a Telefónica, por meio de sua filial Innovation Ventures, investiu no fundo, brasileiro Redpoint Eventures. O objetivo era impulsionar startups que utilizam tecnologias como blockchain, 5G, IoT e Inteligência Artificial, fortalecendo o ecossistema tecnológico local.

A Telefónica oferece soluções de blockchain por meio da Telefónica Tech, permitindo que empresas adotem essa tecnologia para melhorar processos e aumentar a transparência em suas operações. Em julho de 2023, a empresa firmou uma parceria com a Fundação Celo, integrando a "Celo Alliance for Prosperity". Essa colaboração tem como objetivo promover a inclusão financeira e expandir o uso de blockchain, contribuindo para a criação de sistemas de transações online seguros e sustentáveis. ​

Já em janeiro de 2024, a Telefónica, em parceria com a Nova Labs, adotou a tecnologia blockchain da Helium Network para expandir a cobertura móvel no México. Essa iniciativa visa reduzir custos de infraestrutura e melhorar a conectividade, especialmente em áreas remotas. 

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