Para analisar os movimentos no preço do Bitcoin especialistas, em geral, usam duas técnicas, fundamentalista e técnica, que podem fornecer resultados diferentes e até mesmo indicar movimentos contraditórios. Recentemente os especialistas Fernando Ulrich e Rodrigo Miranda debateram qual seria a melhor forma de analisar os movimentos da principal criptomoeda do mercado.
Ao Infomoney, Ulrich, que é analista-chefe da XDEX, disse que prefere seguir o lado mais fundamentalista.
“No caso de criptomoedas eu procuro entender como está a tecnologia, como estão os desenvolvimentos do momento, como está a saúde da rede, do ecossistema. E também como está o mercado tradicional, como os banco centrais estão conduzindo a política monetária, como o cenário global pode acabar repercutindo de forma positiva, ou não, na cotação do Bitcoin e das demais criptos”.
Já Rodrigo Miranda que atua como coach financeiro, disse que prefere usar os gráficos e usa a análise fundamentalista apenas como um 'acessório”.
“Hoje eu vejo muitas pessoas debatendo o que é melhor, a análise fundamentalista, o hold, o longo prazo, ou o curto prazo? Eu acredito que você tem que ter uma estratégia muito bem definida. Uma parte tem que estar no longo prazo, mas uma parte você pode especular no curto prazo, para você aproveitar oportunidades”, afirma.
Com relação ao preço Ulrich destacou que acredita no potencial da principal criptomoeda do mercado e argumentou que dado o contexto econômico é possível que o BTC chegue a R$ 100 mil, não neste ano, mas quem sabe, segundo ele, nos próximos.
"Bitcoin é uma commodity, assim como o ouro, que também não tem uma metodologia consagrada de análise. A gente olha o valor do mercado total de ouro, que está na casa de US$ 8 trilhões. Se imaginar que 5% disso migre para o Bitcoin, isso colocaria ele acima de US$ 20 mil. Será que é um preço possível? Para mim é plenamente factível. E eu diria mais, dado tudo que está acontecendo no mundo, com um cenário de mais afrouxamento monetário pelos BCs, eu digo que enquanto o preço não chegar em US$ 100 mil, eu não reviso as minhas premissas. Acho que não vai chegar este ano, mas é possível nos próximos anos? Acho que é”, conclui Ulrich.
Já para Miranda caso o BTC consiga romper a retração de Fibonacci pode ocorrer um grande rally de alta que pode jogar o preço, no curto prazo, acima de US$ 60 mil.
“se [o preço do Bitcoin] romper os US$ 20 mil, os próximos alvos estão entre US$ 30 e US$ 32 mil. Depois US$ 45 mil, US$ 60 mil e por aí vai”, avalia.
Como noticiou o Cointelegraph, a Casa da Moeda do Brasil, instituição responsável pela emissão do papel moeda nacional, convidou Fernando Ulrich, economista-chefe da XDEX, plataforma de investimento em criptomoedas dos sócios da XP Investimentos, para ser conselheiro na instiuição federal por meio da indicação do Secretário de Privatização, Salim Mattar.
Como conselheiro Urich pode ajudar a traçar os rumos que devem nortear a privatização da instituição que foi incluida nos pacote geral de venda de autarquias públicas do presidente Jair Bolsonaro.
A Casa da Moeda do Brasil, vem estudando aplicações em blockchain dentro da autarquia, visando melhorar seus produtos e processos, no entanto, a blockchain não deve ser incorporada à impressão do dinheiro no Brasil.