A Suíça sediará a Swiss Blockchain Hackathon ainda neste ano, em uma tentativa de auxiliar as empresas a encontrar aplicações da tecnologia blockchain na vida real, de acordo com um anúncio publicado em 27 de fevereiro.
O evento de três dias é organizado pelas seis maiores organizações de blockchain e TI da Suíça — Trust Square, Bitcoin Association Switzerland, CV Labs, Crypto Valley Association (CVA), Swiss Blockchain Federation e swissICT — e acontecerá de 21 a 23 de junho de 2019
De acordo com o anúncio, a hackathon foi desenvolvida para facilitar a implantação da blockchain em uma ampla gama de setores da indústria e ajudar a encontrar aplicações tangíveis e modelos de negócios da tecnologia. O evento teria como objetivo atrair cerca de 200 participantes do setor, tanto da Suíça quanto de outros países.
Grandes empresas de tecnologia e finanças são parceiras do evento, dentres as quais pode-se citar Accenture, Agroscope, Six Digital Exchange, Amazon Web Services, Blockfactory, Cardano, PwC, e outras.
A Suíça se estabeleceu como um país amigo da blockchain e das criptomoedas, com seu centro global de moedas virtuais conhecido como o “Crypto Valley” no cantão de Zug. De acordo com o relatório anual "State of European Tech" da empresa de investimento em tecnologia Atomico, o "Crypto Valley" foi classificado como a comunidade de tecnologia que mais cresce na Europa.
Recentemente, o presidente da CVA, Daniel Haudenschild, declarou que “precisamos de uma mudança em nossas leis e [sic] que exija mais interação com legisladores e reguladores. Precisamos tornar a Suíça aberta e fácil para as empresas investirem em projetos blockchain." Ele também observou que o mercado em baixa de cripto prejudicou a posição da Suíça como um hub de blockchain global.
Em dezembro passado, o ministro da Fazenda da Suíça, Ueli Maurer, indicou que, em vez de um arcabouço legal específico de blockchain ou criptomoeda, a Suíça deveria ajustar as leis já existentes para permitir a nova tecnologia e sua aplicação financeira. O governo espera propor alterações a seis leis, incluindo o código civil e a lei de falências, ainda neste ano.