Invasão de hackers nos sistemas do Porto de Fortaleza pedindo Bitcoin completa 10 dias sem solução

A Companhia das Docas do Estado do Ceará (CDC) completou 10 dias sob ataque cibernético que afeta suas operações em sistemas corporativos e acesso ao histórico de informações. Os hackers pedem resgate em Bitcoin para liberar o sistema. A notícia é do UOL.

A CDC gerencia o Porto de Fortaleza, segundo maior pólo de trigo do país, que deve ser privatizado pelo governo Bolsonaro.

Como noticiou o Cointelegraph Brasil, a invasão hacker foi em 28 de outubro, e a invasão foi notada pelos funcionários que chegaram para dar início ao expediente às 6:30 da manhã e liberar a entrada de caminhões. Mayhara Chaves, diretora-presidente da CDC, diz na reportagem:

"Ficamos totalmente parados. Não entrava caminhão, não saía, não atracava navio."

Segundo a equipe de TI do CDC, os hackers criptografaram os servidores da empresa e o backup, impossibilitando a retomada das operações. Desde então, funcionários têm de recorrer a e-mails pessoais e documentos em papel para operar.

O uso de Bitcoin no resgate, diz o UOL, é feito pela criptomoeda não ser gerida por instituições financeiras, limitando o rastreamento das transações. Não foi informado o valor do resgate e, por orientação da Polícia Federal, os hackers não foram contatados.

Além da PF, também estão envolvidos na apuração do caso Receita Federal, Marinha, Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e Ministério da Infraestrutura.

Segundo Mahyara Chaves, o trabalho não parece ser obra de amadores:

"Eles usaram o sistema de criptografia profissional que protege os dados da Casa Branca. A gente imagina que eles tenham um robozinho que circula pela internet tentando achar alguma brecha e, quando encontram, atacam."

A empresa recorreu a fornecedores de software para montar um sistema emergencial para retomar suas atividades, conseguindo retomar acesso à folha de pagamentos, contabilidade, sistemas de câmeras e scanner de contênieres.

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