Água do mar poderá ser vendida como água potável no Brasil e ação pode impulsionar uso da blockchain

A partir de uma resolução da Anvisa, publicada hoje, 21 de novembro, empresas podem comercializar água do mar como água potável a partir de uma licença obtida junto a autarquia. A resolução 316/2019 foi publicada no Diário Oficial da União.

Especialista ouvidos pelo Cointelegraph, garantem que a medida além de abrir um novo leque de oportunidades para o comércio de água no Brasil, abre também janela de oportunidades para a tecnologia blockchain com vistas a garantir a procedência do produto ainda mais tendo em vista os recentes desastres ambientais em mares do nordeste.

Antes da nova norma, somente as fontes de água doce eram autorizadas para a produção de água envasada. A água do mar deve ser registrada na Anvisa, que avaliará a forma de captação, o procedimento de dessalinização. Agora as empresas interessadas em envasar a água marinha dessalinizada potável terão um prazo de dois anos para adequar os produtos.

A interação entre 'água' e 'blockchain' têm aumentado, como no caso do consórcio de empresas de petróleo como Exxon Mobil, Chevron e Royal Dutch Shell que anunciaram o uso de blockchain para gerenciar a água usada na extração de petróleo nos campos de petróleo de Bakken em Dakota do Norte.

Como noticiou o Cointelegraph, o estado do Colorado, nos EUA, está examinando a possibilidade de implementar blockchain na gestão de direitos da água. 

O senador republicano Jack Tate, juntamente com os deputados democrata Jeni James Arndt e republicano Marc Catlin, apresentaram o projeto de lei que pede ao Colorado Water Institute da Universidade do Estado do Colorado que estude o potencial de implementação da tecnologia para gerir a base de dados dos direitos da água.