Criada pela Metaverse Agency e inserida no projeto Reviver Cultural, a Meta Gallery abriu suas portas no final de junho, na Rua da Assembleia, com a 1ª Mostra Nacional de Criptoarte; o espaço também passa a sediar a Escola de Inovação em Artes Visuais e Tecnologia.
Arte generativa, instalações imersivas, realidade virtual e aumentada, criptoarte e NFT são algumas das formas de criação que estarão na Meta Gallery.
“A arte, como todo processo criativo, está em constante atualização e mutação. Não à toa, o Refik Anadol se tornou grande atração do Moma”, ressalta Byron Mendes, CEO da Metaverse Agency e diretor da Meta Gallery, sobre a mostra do artista turco famoso por uso de inteligência artificial, no Museum of Modern Arts, de Nova York.
O projeto é uma parceria da agência com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico, no projeto Reviver Cultural, de apoio a novos empreendimentos artístico-culturais iniciados em imóveis de frente para as ruas e que se encontravam ociosos, na região central.
As atividades da Meta Gallery preveem uma programação com base em oito exposições anuais, mostrando a produção de artistas que criam e desenvolvem suas obras por suportes tecnológicos.
“Como, no século 20, vieram o próprio Moma e o nosso MAM, hoje a arte tecnológica passa a ser protagonista, com seus próprios espaços”, acrescenta Byron, que trabalha com gestão de galerias ao longo das duas últimas décadas e, desde 2020, se focou na arte tecnológica, a partir da Metaverse Agency.
1ª Mostra Nacional de Cripoarte
A Meta Gallery abre com a agência mostrando, em casa, o melhor de sua maior mostra até aqui, a “1ª Mostra Nacional de Cripoarte” atraiu cerca de 200 mil visitantes no CCBB, onde ficou, de novembro de 2023 a fevereiro de 2024, no Rio de Janeiro; e, de março ao início de junho, em São Paulo.
A exposição é feita em consonância com iniciativa Década dos Oceanos”, criada pela Unesco para chamar atenção aos ecossistemas marítimos, de 2021 a 2030. A exposição terá dez de suas principais obras nos 230 m² da Meta Gallery, onde fica, pelo menos, até o final de julho.
Quatro ficarão no térreo, desde a vitrine, onde ficará posicionado o vídeo díptico “Sopa Primordial”, de Alexandre Rangel. Viradas para a rua, suas imagens alternadas do fundo de oceanos terão público a partir dos próprios pedestres que passam na calçada. Também no térreo, entre projeções e displays digitais, estarão vídeos como os das “Distrópicas”, de Giselle Beiguelman.
Outras seis obras ficarão no segundo andar, entre elas ‘Cyber Marinum’: obra interativa criada a partir de um aquário cujo ambiente com pedrinhas e plantas, além da própria água, muda de cor conforme a aproximação das pessoas. Fruto de uma composição coletiva, o aquário interativo foi feito a sete mãos, a partir da concepção de Suzete Venturelli, artista e professora da UNB com foco em modalidades como animação, design digital, sound art e imagem interativa.
O segundo piso também terá uso de óculos de realidade virtual, para visualização de “Sobre Corais”, de Clelio de Paula e Nicholas de Lucena; e o ambiente virtual interativo “Não Quero Deixar Mais Vestígios (Maleta de Óleo)”, videogame criado pela artista biarritzzz em que os jogadores têm o objetivo de evitar derramar poluentes no mar.
A exposição pode ser visitada até o final de julho, de segunda a sexta, no horário das 9h às 18h. A entrada é franca.
Arte e educação
Além de abrir como a primeira galeria de arte tecnológica no Brasil, com sua programação de exposições, a Meta Gallery passa a ser sede da Escola de Inovação em Artes Visuais e Tecnologia. A instituição é pioneira no foco da educação artística a partir de tecnologias de ponta em blockchain, realidade virtual e inteligência artificial, entre outras ferramentas.
A metodologia já vem sendo adotada em cursos com integrantes da agência e parceiros, como a artista e PHD Rejane Cantoni, em diversos locais, como colégios e unidades do Sesc. Agora em casa própria, a escola amplia sua missão de formar profissionais para um mercado em franca ascensão, mas, que, no Brasil, ainda está defasado de mão-de-obra qualificada, em termos quantitativos.
“Hoje, as empresas procuram profissionais qualificados em arte tecnológica, principalmente para suas áreas de comunicação. Ao mesmo tempo, faltam profissionais qualificados e nosso cenário educacional não conseguiu acompanhar essa evolução. Criamos a Escola de Inovação em Artes Visuais e Tecnologia para preencher essa lacuna, casando duas coisas necessárias: de uma nova geração, que precisa se qualificar nesse novo mercado, e das empresas, para as quais a Metaverse Agency presta soluções tecnológica”, explica Byron Mendes, sobre a junção dos interesses comuns que a escola vem para promover.