Lançado em julho deste ano exclusivamente na exchange de criptomoedas FlowBTC, o token imobiliário da Ribus registrou um crescimento de 83% em seu volume de negociação em outubro, superando até mesmo o Bitcoin (BTC) por alguns dias no período.

Com uma movimentação de R$ 170.000 em outubro, o RIB assumiu a liderança do ranking de volume negociado da FlowBTC e avança em sua proposta de estimular novas oportunidades de negócios no mercado imobiliário, como explica Daniel Carius, CVO da Ribus:

"A ideia é que cada vez mais as construtoras possam pagar engenheiros, topógrafos, pedreiros, pintores e outros entes da cadeia com o token RIB. Uma grande dor do mercado imobiliário é a não conectividade da cadeia do prestador de serviço até o consumidor final. Agora é possível fazer a ponte entre todos esses agentes."

Atualmente, o RIB já pode ser utilizado em toda a cadeia imobiliária através do marketplace da Ribus, que utiliza a infraestrutura da Polygon (MATIC) para conectar e remunerar empresas e prestadores de serviços do setor, como destaca Bruno Faria, COO da Ribus:

“Prestadores de serviços como imobiliárias, advogados, engenheiros, arquitetos, hotéis, lojas de material de construção, entre outros, podem divulgar seus serviços. Já os usuários podem acessá-los e contratá-los utilizando seus tokens RIB através do nosso marketplace, que atualmente já tem mais de 6 mil usuários. Com uma solução de qualidade em termos de inovação, utilidade e benefícios, iniciamos uma nova era de relacionamento entre a tecnologia e o setor imobiliário, tendo como reflexo uma potencial valorização do token no mercado."

Segundo Carius, o conceito do RIB é muito similar ao de um voucher:

“O valor das criptomoedas baseia-se no acesso que elas concedem a alguma coisa. É o caso do Ether, por exemplo. A real usabilidade do Ether é poder acessar o ecossistema da Ethereum e ter acesso às funcionalidades dos contratos inteligentes dentro desse ecossistema. O Ribus é semelhante ao Ether.  A nossa plataforma favorece a interação entre clientes, prestadores de serviços e vendedores de bens através do token.”

Tokenomics

O RIB foi criado com um design econômico que prevê um suprimento inicial de 300 milhões de unidades, tem como alvo uma oferta total de 100 milhões, pois tem uma dinâmica deflacionária.

De acordo com o comunicado divulgado à imprensa, a cada nova compra uma determinada quantidade de tokens "vai sendo retirada do mercado, através de um mecanismo de queima, como uma forma de garantir a escassez e, portanto, evitar a desvalorização do protocolo."

Mais de 45 milhões de unidades foram vendidas durante o período de pré-venda do token que foi listado na FlowBTC em 18 de julho. Segundo Carius, a exchange foi escolhida porque tem o Banco Genial como parceiro institucional.

De acordo com dados disponíveis na plataforma da exchange, o RIB atualmente está cotado a R$ 0,50 e acumula perdas de 15,2% nos últimos 30 dias, período em que o preço do token variou entre a mínima de R$ 0,48 e a máxima de R$ 0,79.

Aluguel de imóveis via NFTs

A Ribus também tem planos de comercializar tokens não fungíveis (NFTs) que funcionam como contratos de locação de imóveis. No caso, o NFT substituiria o contrato em papel, estabelecendo através de contratos inteligentes os direitos e obrigações de locadores e locatários, incluindo os valores e a forma de pagamento, o tempo de duração da locação do imóvel, entre outras cláusulas que envolvem este tipo arranjo comercial.

A Ribus é uma empresa de Web3 que oferece soluções em blockchain para criar novos modelos de negócios alavancados por tecnologias descentralizadas para o mercado imobiliário.

A integração entre os recursos tecnológicos das criptomoedas e das redes blockchain tem ganhado tração no Brasil. Conforme noticiou o Cointelegraph Brasil recentemente, a plataforma de tokenização de ativos imobiliários Kodo Assets realizou a sua primeira oferta de cotas de aluguel.

O valor total da oferta foi de R$ 3,5 milhões e os tokens estavam atrelados a um imóvel comercial localizado na região da Avenida Faria Lima, centro financeiro da cidade de São Paulo, com uma área total de 1.144 metros quadrados.

A oferta, no entanto, foi restrita a investidores estrangeiros devido à ausência de leis específicas sobre a tokenização de valores mobiliários no Brasil.

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