Negociado na região de US$ 72,4 mil (+1,5%) nesta quarta-feira (13), o Bitcoin (BTC) se tornou objeto de desejo de investidores, inclusive alguns que, até um passado recente, ignoravam e até desdenhavam do benchmark das criptomoedas. Ainda mais sedentos estão os mineradores de Bitcoin, já que a recompensa atual por novos blocos minerados correspondem a 6,25 BTC, cerca de US$ 451,8 mil, ou R$ 2,2 milhões, fora os ganhos com a taxa de negociação sobre o bloco minerado.
A aproximadamente de 30 dias do halving do Bitcoin, quando as recompensas por novos blocos minerados caem à metade, portanto 3,125 BTC, a disparada de preço do Bitcoin pode ser um catalisador do entusiasmo com a mineração de Bitcoin, que, embora privilegie àqueles com maior poder computacional, não descarta a sorte de pequenos mineradores em acharem uma “agulha no palheiro.”
No rol das alternativas de minerar Bitcoin gastando pouco e com baixo consumo de energia, cerca de 1 watt de potência a um custo energético estimado em US$ 2 por ano, está o Nerd Miner. Trata-se de um pequeno dispositivo cujo número de hashes calculados por segundo na tentativa de encontrar um novo bloco giram em torno de 55 a 70 Kh/s (55.000 a 70.000 hashes por segundo, dependendo do modelo).
Em um tutorial recente, Paulo Aragão, do Cointelegraph Brasil, instalou uma das opções de Nerd Miner, incluindo o software embarcado no miniminerador, cuja faixa de preço varia entre 30 a 43 libras esterlinas, entre R$ 191 a R$ 273, já que o Nerd Miner foi adquirido de um site do Reino Unido.
O Nerd Miner é intuitivo e o tutorial direciona os links de código aberto a serem instalados, caso o pretensos mineradores escolham pela opção sem o software embarcado. Por outro lado, a loteria de se encontrar um novo bloco através do Nerd Miner está justamente entre a taxa de hash da rede e a do pequeno dispositivo.
Para se ter uma ideia desse abismo, no momento da gravação do vídeo o hashrate da rede Bitcoin se encontrava em 539 eH/s, o que representa 539 quintilhões (539.000.000.000.000.000.000) de hashes por segundo, na tentativa de que um deles seja um novo bloco de Bitcoin, ou seja, um poder computacional aproximadamente 8.000.000.000.000.000 maior que o modesto Nerd Miner em sua maior capacidade computacional.
Outro detalhe observado no vídeo é a necessidade de os pretensos mineradores de Bitcoin através do Nerd Miner possuírem um endereço na rede Bitcoin vinculado ao dispositivo em questão, em caso de o dispositivo “ganhar na loteria” ao encontrar o novo bloco, cujas taxas e recompensa, nesse caso, irá para o endereço informado.
Nesse caso, observou Aragão, é aconselhável que o endereço informado não seja de carteiras em exchanges pela possibilidade de mudança de endereço feita pela exchange e, consequentemente, extravio da eventual recompensa conquistada através do Nerd Miner, entre outras dicas apresentadas no vídeo.
Com um poder computacional muito maior que o modesto Nerd Miner, mineradores de Bitcoin do Rio foram descobertos no começo do mês pela polícia ao usarem uma ligação elétrica clandestina para alimentar os equipamentos, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.