Presidente do Banco Central defende o uso de blockchain para desmonetizar, democratizar e digitalizar a economia

O Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, destacou em Audiência na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização no Senado Federal, que o uso da tecnologia blockchain é importante para o BCB avançar na digitalização da economia.

Segundo Campos Neto o Banco Central precisa se dedicar a como será a economia do futuro tendo como base a evolução da tecnologia e a digitalização da economia.

"Precisamos ainda nos dedicar ao desenho de como será o sistema financeiro no futuro, tendo como foco o papel da evolução tecnológica. O processo de inovação se intensificou nos últimos anos com o aumento da capacidade de processamento; da armazenagem de informação; da organização da informação; e, finalmente, da interpretação da informação e do uso de dados", disse.

O presidente destacou também que esta mudança no sistema econômico não pode deixar de lado a "estabilidade de preços e a solidez do Sistema Financeiro Nacional", segundo ele, "é importante a preparação do Banco Central para um futuro tecnológico e inclusivo"

"Trabalhar na modernização do Sistema Financeira Nacional é fundamental para alcançarmos esses objetivos — simplificando e desburocratizando o acesso aos mercados financeiros para todos e dando um tratamento homogêneo ao capital, independentemente de sua nacionalidade ou se provém de um grande ou de um pequeno investidor. Para o sistema financeiro, essa mudança tecnológica significa: democratizar, digitalizar, desburocratizar e desmonetizar. Para criar esse futuro, precisamos dominar novas ferramentas, tais como: blockchain, serviços de nuvem, inteligência artificial e digitalização. Com esse objetivo, a nossa agenda de trabalho, a Agenda BC+, está sendo reavaliada e ampliada", disse.

Campo Neto é um defensor da tecnologia blockchain e antes mesmo de sua posse como presidente do Banco Central já defendia o uso da tecnologia para modernização econômica.

Como noticiou o Cointelegraph, o Banco Central do Brasil (Bacen), anunciou que o novo sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, deve ser lançado oficialmente em novembro de 2020. A medida vai acabar com as transações de TED e DOC, consideradas "lentas e de alto custo" pelo Bacen. A proposta do Banco Central é permitir que os aplicativos das instituições financeiras realizem as transferências de valores usando apenas QR Code ou a lista de contatos do celular.

A plataforma de pagamentos instantâneos do Bacen deve usar blockchain, embora a instituição não tenha confirmado esta informação. De acordo com o Banco Central, o desenvolvimento da base de dados deve custar aproximadamente R$ 4,3 milhões, enquanto a manutenção está estimada em R$ 1,2 milhão ao ano. Em abril de 2019, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a implantação de um ecossistema para pagamentos instantâneos estava "próxima de ocorrer".