Joaquim Levy, agora ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entregou, neste domingo, 16 de junho, uma carta de demissão ao Ministro da Econômia, Paulo Guedes, por conta de declarações do Presidente da República, Jair Bolsonaro, informou o Jornal Valor Econômico, hoje, 17 de junho.

De acordo com a publicação a saída de Levy ocorreu por conta de uma declaração feita por Bolsonaro no sábado, 15, envolvendo a contratação do novo diretor de Mercado de Capitais, o advogado Marcos Barbosa Pinto. O presidente da Republica disse a jornalistas que:

"Levy nomeou Marcos Pinto para função no BNDES. Já estou por aqui com o Levy (...) Falei para ele: Levy, demite esse cara na segunda ou eu demito você sem passar pelo Guedes (...) Levy está com a cabeça a prêmio há algum tempo", disse o presidente.]

Levy não esperou a decisão do presidente e no dia seguinte, domingo, declarou sua demissão. Agora, fora do BNDES o ex-presidente disse que irá se dedicar a estudar intelegência artificial e blockchain, duas áreas que, segundo ele, vinha 'namorando' há tempos, inclusive incentivando internamente dentro do Banco.

Como reportou o Cointelegraph, o BNDES está financiado um documentário cinematográfico brasileiro por meio de uma stablecoin própria construída como um ERC-20 na blockchain do Ethereum. 

Chamada de BNDES Token, o projeto já havia sido lançado em 2018 e teve a primeira prova de conceita feita com o Governo do Estado do Espírito Santo, agora, a Banco de desenvolvimento do Brasil irá financiar a produção de um filme documentário da produtora Elo Company, a mesma produtora nacional responsável pelo filme "O Menino e o mundo" de Alê Abreu que chegou a ser indicado para o Oscar.

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