Petrobrás usa blockchain para pagamentos criada pelo Banco do Brasil

A maior companhia de exploração de petróleo do Brasil e uma das maiores do mundo, a Petrobrás, está usando uma solução em blockchain desenvolvida pelo Banco do Brasil, para realizar pagamentos, conforme notíciou o CriptoFácil em 06 de setembro.

A solução faz parte do SBP (Sistema Brasileiro de Poderes) que é uma solução que usa blockchain para definir, junto aos clientes corporativos, quem pode movimentar o dinheiro da empresa. A iniciativa tem sido explorada com diversos clientes, entre eles a Petrobras, que identificou, entre outros, uma economia no tempo dos processos envolvendo estas transações.

“Na Petrobras, por exemplo, esse processo levava oito dias úteis. Criamos uma rede de blockchain para eles e esse prazo caiu para três horas”, disse o gerente de Soluções da Diretoria de Tecnologia do Banco do Brasil Bruno Barbosa Schmidt.

Schimidt, também destaca que o uso da tecnologia blockchain traz valor para os clientes da instituição, permitindo transferências e pagamentos 24x7, automatizando a reduzindo o tempo de atendimento e ganhando eficiência operacional. 

O Banco do Brasil em parceria com a Caixa Econômica Federal, Sicoob, Banrisul e Santander desenvolveram uma solução conjunta, baseada em blockchain, o SFD, Sistema Financeiro Digital, para que clientes destas instituições possam fazer transferências de recursos entre si, 24 horas por dia, incluindo fins de semana, com dinheiro caindo na conta em questão de minutos, agilizando os processos de TED.

"Há muita expectativa sobre o que pode ser gerado e poucos desenvolvimentos, mas realizamos provas de conceito e aprendemos muito com esses experimentos”, disse Schmidt.

Como noticiou o Cointelegraph, recentemente, a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciaram o lançamento da primeira rede blockchain do setor financeiro nacional. Trata-se de da primeira plataforma baseada em blockhain para conectar diferentes instituições financeiras. 

A primeira aplicação da nova rede é o "Device ID", que permite o compartilhamento de um conjunto de informação dos usuários de bancos e instituições financeiras, para com isso criar uma camada nova de segurança para sistemas antifraude e de identificação.

O projeto já está integrado ao Sistema de Pagamentos Brasileiro e foi desenvolvida pela CIP junto com bancos brasileiros e a IBM. Atualmente a plataforma é usa o Hyperledger Fabric, no entanto segundo Joaquim Kiyoshi Kavakama, superintendente Geral da CIP,  o Corda, do consórcio R3, também será integrado ao sistema.