Duas peças roubadas em novembro do Museu de Dresden, na Alemanha, um dos mais antigos do mundo, surgiram à venda na dark web por € 9 milhões em Bitcoin (BTC). A informação é do jornal português Público.

Segundo o texto, funcionários do grupo israelita CGI conversaram com pessoas que dizem vender duas jóias roubadas do Cofre Verde, como é conhecido o Museu de Dresden no ano passado, com pagamento de € 9 milhões em Bitcoin.

Um dos objetos oferecidos a um dos funcionários da CGI é um diamante mundialmente famoso de 49 quilates, diz o texto, e a outra seria a mais alta condecoração da Polônia, um exemplar da Estrela da Ordem da Águia Branca.

O assalto ocorrido em novembro durou poucos minutos e teria sido registrado pelas câmaras de segurança do chamado Cofre Verde. O museu guarda alguns dos maiores tesouros da Europa e perdeu no roubo três conjuntos de jóias do século XVIII, "de valor inestimável", como ressaltou a diretora dos museus da cidade ao tablóide Bild à época.

Os conjuntos incluem uma espada cravejada de pedras preciosas, diversos broches, um colar de pérolas pertencente à realeza, todos de grande valor simbólico e histórico, conforme classificaram os responsáveis pelo museu.

O Bild avaliou as jóias roubadas € 1 bilhão, valor que nunca foi confirmado pelas autoridades alemãs. Na negociação na dark web, os criminosos disseram: 

“Nós temos em nosso poder o ‘Branco de Dresden’ [ou ‘Saxão Branco’, nomes por que é conhecido o diamante de 49 quilates, segundo o Telegraph e o Figaro], a estrela da ordem polaca da Águia Branca e ainda dois conjuntos de jóias do Cofre Verde. O nosso preço é de nove milhões de euros. Esperamos a vossa resposta e não vamos negociar”

No fim, eles ressaltam que o contato é feito na dark web usando VPN, dizendo ainda que rastrear o paradeiro dos criminosos é inútil e que a proposta seria válida por 48 horas. As autoridades alemãs não comentaram o assunto.