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Amin Haqshanas
Escrito por Amin Haqshanas,Redator
Bryan O'Shea
Revisado por Bryan O'Shea,Editor da Equipe

Plano de mineração de Bitcoin no Paquistão está em suspenso após FMI rejeitar subsídios de energia, diz reportagem

O FMI teria bloqueado o plano do Paquistão de usar eletricidade barata para mineração de criptomoedas, alertando que isso poderia desestabilizar o mercado de energia.

Plano de mineração de Bitcoin no Paquistão está em suspenso após FMI rejeitar subsídios de energia, diz reportagem
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O plano do Paquistão de utilizar eletricidade excedente para mineração de criptomoedas enfrentou um obstáculo após o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter supostamente rejeitado uma proposta para oferecer energia subsidiada a indústrias de alto consumo, incluindo mineradoras de Bitcoin.

O secretário de Energia do Paquistão, Fakhre Alam Irfan, disse ao comitê de energia do Senado que o FMI alegou que tais medidas poderiam distorcer o mercado de energia e agravar os problemas existentes no frágil setor elétrico do país, segundo uma reportagem do portal em língua urdu Independent Urdu.

Embora o Paquistão tenha excesso de eletricidade, especialmente durante o inverno, o FMI continua preocupado que esquemas de precificação possam desequilibrar o mercado, conforme o relatório. Irfan afirmou que todas as políticas energéticas significativas devem ser aprovadas pelo FMI.

O plano da Divisão de Energia, apresentado em novembro de 2024, propôs uma tarifa marginal de 22 a 23 rúpias paquistanesas (cerca de US$ 0,08) por quilowatt-hora para indústrias como fundição de cobre, data centers e mineração de criptomoedas. Autoridades argumentaram que o esquema aumentaria a demanda por eletricidade e ajudaria a absorver a capacidade excedente.

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Fonte: Bitcoin Archive

FMI cita risco de desequilíbrios econômicos

O FMI rejeitou o plano, comparando-o a incentivos fiscais específicos por setor que historicamente geraram desequilíbrios econômicos no Paquistão, segundo a reportagem.

Irfan observou que a proposta não foi completamente arquivada e está sob revisão do Banco Mundial e de outros parceiros internacionais. Ele disse que o governo está trabalhando no aprimoramento do plano com base no feedback dessas instituições.

O Cointelegraph entrou em contato com o FMI para comentar, mas não recebeu resposta até a publicação.

Em maio, o Paquistão destinou 2.000 megawatts de eletricidade excedente para mineração de Bitcoin (BTC) e centros de inteligência artificial como parte de uma iniciativa de transformação digital liderada pelo Conselho de Cripto do Paquistão e apoiada pelo Ministério das Finanças.

Na época, o ministro das Finanças, Muhammad Aurangzeb, anunciou incentivos fiscais para centros de IA e isenções tarifárias para mineradoras de Bitcoin, com o objetivo de atrair investidores.

Saqib propôs pela primeira vez o uso da energia excedente do país para alimentar a mineração de Bitcoin na reunião inaugural do Conselho de Cripto, realizada em março. A reunião contou com a presença de parlamentares, do presidente do Banco do Paquistão, do presidente da Comissão de Valores Mobiliários do Paquistão e do secretário federal de tecnologia da informação.

Paquistão mira rendimentos em DeFi para ampliar reserva de Bitcoin

Durante a conferência Bitcoin 2025, Saqib anunciou planos para a criação de uma reserva nacional de Bitcoin, revelando que uma conversa com Michael Saylor, da empresa Strategy, reforçou sua convicção sobre a iniciativa.

Saqib também afirmou que o país pretende expandir suas reservas de Bitcoin por meio dos rendimentos gerados em protocolos de finanças descentralizadas (DeFi).

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