O mercado de criptomoedas dava sinais de lateralização em torno de US$ 2,29 trilhões (+1,3%) na manhã desta quarta-feira (17) enquanto o Bitcoin (BTC) se transferia em torno de US$ 63 mil (+0,5%) com recuo acumulado semanal de 8,4%, dominância de mercado a 54%, índice ganância a 60% e algumas altcoins em alta de até dois dígitos percentuais.
Enquanto investidores de criptomoedas se focavam em duas listagens inicias que devem movimentar o mercado cripto ao longo do dia, fatores macroeconômicos e geopolíticos continuam atraindo a atenção dos grandes players. O que foi percebido nos pregões do dia anterior pela indefinição de rumo dos investidores apesar do recuo dos índices S&P 500 e Nasdaq, a 5.051,41 (-0,21%) e 15.865,25(-0,12%) respectivamente.
No campo positivo, os papéis da UnitedHealth subiram depois que a multinacional estadunidense da área da saúde relatou aumento de 8% em sua receita no primeiro semestre desse ano, o que impulsionou o ticker da empresa(UNH) para US$ 468,89 (+5,22%).
Por outro lado, o Venture Capital (VC), capital de risco, ao qual as criptomoedas são associadas, contou com mais fatores de pressão. Um deles as declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, de que a inflação os últimos dados indicam que a inflação continua resiliente e que o banco central dos EUA deve manter a alta na taxa de juros por mais tempo.
Ainda no lado retrátil, os fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de Bitcoin à vista (spot) registraram saídas líquidas de US$ 58,03 milhões segundo dados da plataforma SoSoValue. Enquanto isso, os rendimentos dos títulos do tesouro dos EUA, os Treasuries, de 10 anos, subiram para cerca de 5%, já que esse tipo de investimento, mais conservador, está no polo oposto ao de criptomoedas.
Em um cenário de ameaça inflacionaria pela eventual disparada do petróleo decorrente da escala dos conflitos no Oriente Médio, a maior parte das principais altcoins em capitalização de mercado registravam avanços discretos ou recuavam. No primeiro caso, o AKT estava precificado em US$ 3,86 (+9,4%), o NEAR correspondia a US$ 5,44 (+8%, o AXL representava US$ 1,15 (+6,6%) e o TIA orbitava US$ 10,73 (+6,5%).
No campo retrátil, o ONDO se comparava a US$ 0,82 (-6,4%), o STX valia US$ 2,30 (-5,4%), o NEO se transformava em US$ 18,11 (-5,4%), o RNDR era negociado por US$ 7,85 (-5,2%), o CFX estava nivelado em US$ 0,23 (-4,4%) e o CKB representava US$ 0,021 (-3,3%).
Entre as altas de dois dígitos percentuais, o MEW estava localizado em US$ 0,0061 (+11,2%), o CFG se liquidava por US$ 0,78 (+13%), o DEGEN se localizava em US$ 0,027 (+19,8%), o SLERF era vendido por US$ 0,39 (+17,2%), o CHST estava precificado em US$ 2,31 (+39%), o VELO atraía US$ 0,011 (+14,2%), o COS se estabelecia em US$ 0,012 (+12,6%) e o fan token do clube brasileiro Santos Futebol Clube (SANTOS) era transacionado por US$ 7,28 (+27,4%).
Entre os destaques estavam duas listagens iniciais em exchanges de criptomoedas. Uma delas a do MERL, token do protocolo de camada 2 (L2) para a rede Bitcoin Merlin Chain, na próxima sexta-feira (19) na Bitget, OKX, dentre outras.
A outra listagem, na manhã dessa quarta, na Binance, AscendEX, Phemex, dentre outras exchanges, é a do OMNI, token da Omni Network, uma blockchain de camada 2 (L2) projetada para integrar o ecossistema rollup da rede Ethereum em um sistema único e unificado.
No dia anterior, a três dias do halving, as altcoins recuam até 22% em meio à pressão sobre o Bitcoin com a escalada da tensão no Oriente Médio, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.