Campeão ao avesso por conquistar o título de maior crash desde 1970 e o 5º maior colapso da história, após a crise envolvendo a exchange de criptomoedas FTX, o Bitcoin (BTC) era negociado por volta de US$ 16,6 mil (-1,4%) nesta quarta-feira (16). Recuo que ainda poderá se acentuar e levar o preço do BTC para próximo de US$ 15 mil, o que representaria uma queda em torno de 10% em relação ao preço atual.

A previsão de baixa foi monitorada pela plataforma de análise on-chain Santiment com base em transações dos traders do BTC nas plataformas das exchanges centralizadas (CEX) Binance e BitMEX, além da exchange descentralizada (DEX) dYdX, e publicada no Twitter na última terça-feira (15):

“O sentimento dos traders realmente caiu em um grande viés negativo, já que a confiança  de negociação sofreu um grande golpe após os eventos da semana passada. A taxas de captação mostram que tem havido grandes apostas na @binance, @BitMEX, e @dYdX que os preços do #Bitcoin cairão.”

O que os traders expressaram por meio de vendas a descoberto (short) de Bitcoin para possível recompra após o esperado derretimento do BTC, o estrategista de pseudônimo Capo dizia por meio de uma publicação no Twitter em um vídeo curto que mostrava um urso abrindo a porta para adentrar em um imóvel.

Os motivos para o pessimismo se multiplicam aos borbotões, entre eles estão o congelamento de milhões em fundos de empresas de criptomoedas, a interrupção de saques, como o que aconteceu na Liquid, da FTX, e nas plataformas de empréstimo SALT e BlockFi, que estaria ameaçada de falência, e os processos judiciais, como a possível ação de vítimas brasileiras da exchange de Sam Bankman-Fried (SBF).

Capo e os traders parecem fazer parte de um grande time, que inclui, por exemplo, os mineradores, já que eles diminuíram em quase 70% suas transferências diárias de Bitcoin para as exchanges nos últimos dias, segundo dados de outra plataforma de análise on-chain, a CryptoQuant.

Há alguns dias, Capo também foi ao Twitter para fazer uma “previsão do fim do mundo” ao apontar um futuro sombrio para o Bitcoin. Enquanto isso, a descentralização e a autocustódia de criptomoedas, além da evasão de Bitcoins das CEXs, favoreceram a alta de até 45% de duas altcoins, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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