Resumo da notícia
Nubank planeja oferecer custódia de Bitcoin nos EUA.
Licença do OCC abre caminho para expansão global responsável.
Operação americana terá liderança de Campos Neto e Junqueira.
O Nubank planeja oferecer custódia de Bitcoin e criptomoedas nos EUA agora que a instituição conseguiu a licença de banco nacional junto ao Escritório do Controlador da Moeda (do inglês Office of the Comptroller of the Currency — OCC) dos Estados Unidos.
A licença de banco nacional junto ao OCC reforçará a capacidade do Nubank de inovar com responsabilidade e escalar de forma eficiente no mercado dos EUA, eventualmente oferecendo no futuro contas de depósito, cartão de crédito, empréstimos e custódia de ativos digitais”, destacou o banco em um comunicado.
De acordo com o banco, essa iniciativa está alinhada à intenção da empresa de explorar oportunidades internacionais no futuro, evoluindo sua plataforma regional para um modelo global.
“Hoje, nosso foco principal continua sendo gerar crescimento em nossos mercados atuais, onde seguimos observando amplas oportunidades de expansão. Ao mesmo tempo, a solicitação da licença de banco nacional nos EUA nos ajuda a atender melhor nossos clientes já estabelecidos no país e, no futuro, a nos conectar com pessoas que têm necessidades financeiras semelhantes e que poderiam se beneficiar de nossos produtos e serviços”, disse David Vélez, fundador e CEO da Nu Holdings.
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Nubank nos EUA
O Conselho de Administração da operação nos Estados Unidos será composto por Roberto Campos Neto, ex‑presidente do Banco Central do Brasil, que atuará como presidente do conselho; Cristina Junqueira; Youssef Lahrech, ex‑presidente e COO do Nu e atual observador do Comitê de Auditoria e Risco do Nu; Brian Brooks, ex‑Comptroller of the Currency interino e atualmente presidente do conselho e CEO da Meridian Capital Group; e Kelley Morrell, ex‑diretora geral sênior da Blackstone, ex‑diretora‑chefe de estratégia do CIT Group e ex‑executiva do Departamento do Tesouro dos EUA, atualmente fundadora e sócia‑gestora da Highline Capital Management.
“O propósito do Nubank continua a ser impactar positivamente a vida das pessoas, oferecendo serviços financeiros digitais de classe mundial. Apesar de ainda termos trabalho pela frente, acreditamos que, ao trabalhar em estreita colaboração com os reguladores, em breve estaremos em posição de ampliar nossa oferta para o mercado dos EUA como um todo”, acrescentou Cristina Junqueira, cofundadora, Chief Growth Officer da Nu Holdings e CEO da nova operação nos Estados Unidos, que será uma subsidiária integral da Nu Holdings. Cristina mudou‑se para os Estados Unidos em tempo integral como parte de seu compromisso com essa iniciativa.
A companhia está entre as empresas de serviços financeiros de crescimento mais rápido e mais lucrativas globalmente, mantendo uma taxa de atividade acima de 83% e, apresentou uma receita recorde de US$ 3,7 bilhões, com crescimento de 40% ano contra ano no nível da holding, no segundo trimestre de 2024.
Nubank e criptomoedas
O banco destaca que em menos de uma década o Nu permitiu que seus clientes economizassem mais de R$ 111 bilhões em tarifas. Em 2025, apenas por meio de parcerias com ofertas de descontos, R$ 158,8 milhões foram preservados. Além disso, mais de 6 milhões de clientes tiveram suas dívidas renegociadas.
O Nubank iniciou sua jornada no mercado de criptomoedas em 2022, quando anunciou a disponibilização de compra e venda de Bitcoin e Ethereum diretamente pelo aplicativo. O lançamento marcou uma mudança importante no setor bancário tradicional brasileiro, já que a fintech se tornou um dos primeiros bancos digitais do país a integrar negociação de criptoativos de forma nativa para milhões de usuários.
Logo após, o banco adquiriu Bitcoin indiretamente quando a holding controladora da instituição, a Nu Holdings, investiu parte de seu caixa no ETF QBTC11, que replica o Bitcoin.
Após a entrada inicial com BTC e ETH, o Nubank expandiu rapidamente suas ofertas. A plataforma, chamada Nubank Cripto, atraiu milhões de usuários, chegando a 6,6 milhões de investidores apenas dois anos após o lançamento.
Ao longo de sua trajetória no mercado cripto a fintech também passou a listar novos ativos. Além dos líderes Bitcoin e Ethereum, o portfólio agora inclui Solana (SOL), Uniswap (UNI), Polygon (POL) e a USD Coin (USDC). Outra expansão foi a oferta de envio e recebimento on-chain, permitindo que usuários movimentassem criptoativos para carteiras externas, algo que a comunidade cripto cobrava desde o início.
Em paralelo às listagens, o Nubank iniciou um projeto próprio no setor: o Nucoin, token lançado na blockchain Polygon como programa de fidelidade, permitindo recompensas e engajamento com clientes. O token, porém, passou por ajustes ao longo do tempo e deixou de ser promovido como ativo negociável, focando mais em mecânicas internas do ecossistema do banco.

