Resumo da notícia
Nomad discute integração com a Ripple para novos serviços baseados em blockchain.
Lucas Dib afirma que stablecoins são inevitáveis e já moldam o futuro financeiro.
Empresa defende diálogo com reguladores e mais colaboração para ampliar inovação no setor cripto.
A Nomad iniciou conversas com a Ripple para integrar soluções baseadas em blockchain. De acordo com informações compartilhadas com o Cointelegraph Brasil, o banco digital está de olho no uso de stablecoins e na rede de mensageria da Ripple.
O interesse, de acordo com a fonte, faz parte dos planos da Nomad para integrar novos serviços e se aproximar do setor cripto. Atualmente o banco oferece exposição aos ETFs cripto do Brasil, como o HASH11 da Hashdex.
Neste sábado, 29, durante a Blockchain Conference Brasil, Lucas Dib Anselmo, diretor de produtos da Nomad, destacou que as stablecoins são um caminho sem volta e não importa se o USDT é maior que o USDC ou se uma stablecoin vai ‘matar’.
O diretor explicou que o usuário circula entre diferentes sistemas e precisa de soluções que funcionem em qualquer ambiente. Esse público, cada vez maior, busca autonomia, rapidez e confiabilidade. E, justamente por isso, as stablecoins ganham espaço. Elas conseguem circular em vários ecossistemas e, ao mesmo tempo, oferecer previsibilidade de valor.
Anselmo lembrou que a base de tudo está nos provedores que constroem infraestrutura. Sem eles, nenhuma empresa entrega experiência satisfatória ao cliente. Ele citou um exemplo pessoal para mostrar a distância entre a tecnologia e o usuário comum. Sua mãe, contou ele, não sabe o que é uma wallet e provavelmente não vai querer aprender. O que ela busca é apoio humano, alguém para ligar quando tiver dúvidas, alguém que ofereça segurança.
Por isso, ele afirma que o ecossistema precisa de camadas diferentes. Algumas pessoas querem autonomia total; outras querem suporte constante. E as empresas precisam atender esses dois perfis. Para muitos usuários, stablecoin é apenas uma forma de pagar e receber, sem precisar saber se o ativo é on-chain, custodiado ou processado em uma rede rápida. O que importa é que o pagamento funcione.
Regulamentação
Mesmo com tantos avanços, ele alertou que o setor não pode ignorar desafios operacionais. Grandes empresas estão criando redes próprias, integrando sistemas e ampliando estruturas.
“O governo, por sua vez, ainda passa por um processo de amadurecimento. A preocupação inicial com riscos é natural, mas precisa ser superada para que o país avance. Ele afirma que o risco real está em não acompanhar a inovação”, disse.
De acordo com ele, para que mais companhias invistam no setor, é essencial reduzir barreiras e promover colaboração. Competir não basta. O ecossistema só cresce quando existe diálogo estruturado com reguladores, associações e outros agentes de mercado. Responsabilidade, segundo ele, significa participar do processo e ajudar a construir regras mais claras.
No encerramento, Anselmo afirmou que o Brasil vive um momento promissor. Apesar das dificuldades, o país está alcançando um patamar que abre espaço para aproveitar oportunidades reais. E, nesse cenário, as stablecoins surgem como peça central, não apenas como tecnologia, mas como infraestrutura essencial para o futuro financeiro.