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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Próxima revolução na educação vai acontecer no metaverso, diz representante do Banco Mundial

Sheila Jaganathan, diretora do OLC, exlicou que o metaverso vai impactar positivamente o aprendizado e ajudar no desenvolvimento de novas capacidades.

Próxima revolução na educação vai acontecer no metaverso, diz representante do Banco Mundial
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A nova geração de headsets de realidade virtual (VR) que levam as pessoas a transitarem e interagirem em ambientes tridimensionais (3D), como na vida real, também deverá ser o passaporte para a terceira era da computação no aprendizado, depois do boom da internet e das redes sociais, de acordo com alguns observadores da indústria.  

A Educação no metaverso foi tema de um artigo de Sheila Jaganathan, diretora do Open Learnig Campus (OLC), do World Bank Group. Segundo ela, “essa trransição tem profundas implicações para o desenvolvimento de capacidades e aprendizado.”

Sheila Jaganathan ressaltou que o metaverso será o campus de uma nova forma de ensinar e de aprender ao apresentar os headsets de realidade virtual como um portal para este novo mundo educacional. O que, segundo ela, é diferente das formas atuais de ensino online porque envolve o sistema motor do cérebro e constrói a memória muscular, como um simulador de voo, por exemplo.

Ela pontuou a facilidade de uma vida imersiva no campus por meio da realidade virtual, o que possibilita aos alunos aprenderem, explorarem o local e se socializarem. O que vai desde o mergulho em diferentes módulos de aprendizagem à visita a bibliotecas, salas de descanso e convívio com colegas, treinadores e conselheiros. Experiências que podem democratizar a educação  ao permitir acesso a estudantes de locais geograficamente dispersos e de origens econômicas variadas. 

A diretora citou o exemplo do campus virtual KAIST, que fica a 60 quilômetros de Nairóbi, capital do Quênia, que permitirá que vai estender seu alcance para todos os continentes a partir de setembro de 2023. O que permitirá que os alunos aprendam juntos sobre tópicos considerados de ponta, sem saírem de suas casas ou de seus países de origem. 

O acesso educacional a pessoas portadoras de deficiência (PCD) deverá ser favorecido pelo metaverso por meio de ambientes imersivos mais acolhedores, que também incluem portadores de autismo e outros problemas relacionados à interação social, que, muitas vezes, dificultam a execução de algumas atividades cotidianas, como a organização de produtos.

A coleta de dados dos avatares dos alunos, segundo ela, também deverá favorecer a obtenção de insights sobre o comportamento dos estudantes, como desempenho, atenção, engajamento, sentimento e análise preditiva, o que também deverá ajudar os professores a desempenharemn um papel mais ativo na coleta de dados e análise das lições. Possibilidades que levaram Jaganathan a classificar o metaverso como “vida” após a internet.

Quem também está de olho nas interações virtuais é a Mastercard, que anunciou o lançamento do Sonic Latin America, o primeiro festival latino-americano de música a ser realizado no metaverso, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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