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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Novo golpe do Pix usa trojan para desviar destinatário automaticamente em transferências via celular

Ataque foi identificado pela Kaspersky e já fez mais de 6,3 mil vítimas no Brasil este ano.

Novo golpe do Pix usa trojan para desviar destinatário automaticamente em transferências via celular
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A Kaspersky identificou recentemente um novo golpe no Pix, sistema de pagamentos e transferências instantâneas do Banco Central do Brasil. Segundo a empresa global de segurança cibernética, a fraude acontece via celular por meio de ATS (Sistema de Transferência Automatizada, na sigla em inglês) no caso de aparelhos com jogos ou outros aplicativos infectados com o trojan (cavalo de Troia) bancário.

De acordo a empresa, o golpe que desvia o destinatário do Pix de forma automatizada, sem a ação do hacker, já fez mais de 6,3 mil vítimas no país desde janeiro deste ano. A Kaspersky acrescentou que os golpistas chegam a oferecer prêmios para motivar os usuários a instalarem os aplicativos infectados com o trojan, que também pode invadir os celulares através de cliques em links duvidosos.

As armadilhas não param por aí, já que a empresa elencou outras formas de infecção dos celulares, como aplicativos que imitam órgão oficiais e mensagens recebidas via SMS e WhatsApp ou outras redes sociais com links que infectam os aparelhos, quando clicados.

Segundo a Kaspersky, após instalado o malware ATS pede permissão de acessibilidade, ferramenta dos dispositivos Android para pessoas com deficiência (PCD). Ao ser autorizado, o trojan solicita uma atualização que, quando aceita pela pessoa dona do celular, permite aos hackers acesso ao aparelho.

No ato da realização de um Pix, o programa invasor bloqueia a tela do aparelho até que a transação seja efetuada. Porém, durante esse bloqueio, enquanto o usuário aguarda, o trojan modifica o destinatário do envio de forma rápida e automática. Em seguida, a tela retorna para inserção de senha.

Essa fraude, alertou a Kaspersky, é mais comum porque possibilita driblar autenticações biométricas, como reconhecimento facial, e também pode ser aplicada mesmo quando o celular estiver com a tela desligada.

A empresa aconselhou que os usuários deem preferência para Apps de lojas oficiais e que evitem a permissão de acessibilidade quando não forem PCDs. Outra dica é a utilização de autenticação de dois fatores (2FA) nos casos de contas online, em especial quando estiverem associadas a pagamentos.

Recentemente, o Banco Central adiou para outubro de 2024, o lançamento do Pix automatizado. O que aconteceu depois de o BC redefinir a plenária para o cronograma de implantação da nova ferramenta, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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