O mercado de criptomoedas avançava a US$ 3,31 trilhões (+1,1%) em capitalização de mercado na manhã desta sexta-feira (10), quando o Bitcoin (BTC) orbitava US$ 95 mil (+1,7%) com dominância de 56,7%, sentimento dos investidores em região neutra (43%) e as altcoins em terreno misto, com destaque para alta de 410% de uma memecoin e três tokens valorizados em até 66% após anúncio de listagem na Binance.

A reversão do BTC aconteceu após a criptomoeda atingir um fundo de preço próximo ao suporte de US$ 91 mil no dia anterior, com a deflagração da notícia de que a Justiça dos Estados Unidos autorizou o governo a leiloar cerca de US$ 6,5 bilhões em Bitcoin apreendidos do antigo marketplace da darknet Silk Road.

Por outro lado, a decretação de feriado nacional de luto pelo funeral do ex-presidente Jimmy Carter, morto aos 100 anos no dia 29 de dezembro, fez com que as bolsas não funcionassem no dia anterior. O que pausou a forte pressão de saídas líquidas sobre fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em negociação à vista (spot) de BTC e Ethereum (ETH) da última quarta-feira (8), respectivamente em US$ 582,90 milhões e US$ 159,34 milhões, de acordo com dados da plataforma SoSoValue.

O índice Cboe Volatility Index (VIX), conhecido por índice do medo, encontrava-se avançado a 18,49 pontos (+4,46%), patamar que, embora modesto, já se inclinava para a cautela dos investidores em relação aos investimentos de risco, incluindo o mercado de criptomoedas. O que justificava o banho de sangue do Bitcoin nos últimos dias, já que a inflação voltou a assombrar a economia dos EUA. Não por acaso, o índice altseason, que mede o fluxo de capital em direção aos tokens, localizava-se em tímidos 45 pontos, pelo monitoramento da plataforma CoinMarketCap.

No campo das principais altcoins em capitalização de mercado, o RUNE derretia a US$ 3,41 (-9,1%), o HNT retornava a US$ 5,72 (+2,3%), o FTM valia US$ 0,71 (+9,9%), o OINDO se localizava em US$ 1,34 (+9,6%), o KAIA era trocado por US$ 0,21 (+8,4%), o OM se estabelecia em US$ 4,10 (+7,8%) e o PENGU orbitava US$ 0,035 (+7,3%).

Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o AI16Z se equiparava a US$ 1,67 (+13,9%), o SUI se convertia em US$ 5,08 (+11,2%), o SAFE pareava US$ 1,03 (+10,4%), o AVA era comprado por US$ 0,24 (+35,4%), o FAI se nivelava por US$ 0,071 (+26,4%), o ANON era liquidado por US$ 15,65 (+45%), o ANT atingia US$ 3,28 (+34,8%), o IQ se traduzia em US$ 0,010 (+30,4%), o RAI equivalia a US$ 9,13 (+18,4%), o BMX chegava a US$ 0,30 (+17,2%), o YNE se convertia em US$ 0,076 (+60,8%) e o ELIZA estava cotado a US$ 0,089 (+33,8%).

Chamava a atenção o desempenho da recém-lançada memecoin baseada em Solana PIPPIN, que está entre as 20 memecoins em alta anual de até 44.475.000% que ‘ficarão balísticas em 2025’, convertida em US$ 0,24 (+215%) com alta acumulada de 410% desde o início do mapeamento, no dia 6 de janeiro. 

Gráfico de sete dias do par PIPPIN/USD. Fonte: CoinMarketCap

Outros destaques eram os três tokens anunciados em listagem na Binance, às 16 horas (horário de Brasília) dessa sexta-feira. No caso aixbt by Virtuals (AIXBT), ChainGPT (CGPT), Cookie DAO (COOKIE), que estavam cotados a US$ 0,56 (+36%), 0,34 (+66%) e US$ 0,71 (+50%), respectivamente.

Entre outras listagens em exchanges de criptomoedas estavam: D na Bitvavo, Bithumb e CoinEx, AIXBT na AscendEX e Bybit, STEALTH na BitMart, COOKIE e MNTC na AscendEX, XYRO na Kucoin, DMCK na Biconomy, POWER na Gate.io, SONIC e DRIFT na LBANK, SONIC e SAFE na Bithumb e HAT na CoinEx.

No dia anterior, duas criptomoedas DeFi dispararam até 200% e 86.400% em negociações em meio ao banho de sangue do Bitcoin, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.