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Novos investidores: Escolas Públicas terão aulas de educação financeira em programa do Banco Central do Brasil

Estudantes das escolas públicas do Brasil podem se tornar os novos investidores do mercado de Bitcoin e criptomoedas graças a um projeto lançado oficialmente pelo Banco Central do Brasil, o Programa Aprender Valor

Novos investidores: Escolas Públicas terão aulas de educação financeira em programa do Banco Central do Brasil
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Estudantes das escolas públicas do Brasil podem se tornar os novos investidores do mercado de Bitcoin e criptomoedas e também do mercado tradicional graças a um novo projeto lançado oficialmente pelo Banco Central do Brasil, o Programa Aprender Valor.

Segundo o BC, qualquer escola de Ensino Fundamental da rede pública poderá aderir ao programa que tem como objetivo apoiar Secretarias de Educação e escolas na implementação do ensino da educação financeira e da educação para consumo nas escolas públicas de Ensino Fundamental.

Ainda segundo o BC, o Aprender Valor está sendo implementado em caráter experimental em todas as regiões do País. 

“Temos a confiança de que, mesmo em meio às adversidades, o tema Educação Financeira tem crescente importância em nossa sociedade. Após mais de um ano de projeto piloto, é com grande satisfação que nós anunciamos a expansão nacional do programa Aprender Valor”, afirmou Maurício Moura, Diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central.

Com este passo, completou, “abrimos a real possibilidade de atingir a 22 milhões de estudantes do Ensino Fundamental das escolas públicas de todo o país, beneficiando gestores, professores e estudantes”.

Segundo ele, “a cada estudante alcançado e a cada família beneficiada, nós construiremos juntos uma sociedade formada por cidadão financeiramente autônomos, conscientes e responsáveis”.  

Banco Central pode ajudar a formar os novos investidores do país

Os projetos foram construídos para aplicação em sala de aula, de forma presencial, pensando na realidade da maior parte das escolas brasileiras. Com a pandemia de Covid-19 e a suspensão das aulas presenciais, alguns projetos foram adaptados para o ensino remoto.

Essas versões adaptadas trazem orientações para três modalidades de interação entre professor e estudantes: síncrona, assíncrona e envio de material, em formato digital ou impresso.

Para Paulo de Tarso Campolina, Diretor do Departamento de Projetos e de Políticas de Direitos Coletivos e Difusos da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que preside também o Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, Aprender Valor é uma iniciativa histórica.

“Quando investimos em crianças, não tenho dúvidas dos resultados positivos que serão alcançados. A formação de jovens brasileiros que tenham noções de finanças pessoais e de finanças públicas representa um caminho de futuro melhor para todos nós”, afirmou.  

A professora Lina Kátia Mesquita de Oliveira, Diretora Executiva do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF), destacou a importância do programa e agradeceu ao Banco Central por seguir a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

“Educação é algo muito complexo, principalmente quando se fala em educação para todos. E, quando falamos em educação para todos, falamos na BNCC”, disse.

De acordo com ela, o programa Aprender Valor “já traz sua importância no nome: aprender um valor que vai ficar pra vida das pessoas. Um valor que vai contribuir, de forma incisiva, para garantir o direito de um cidadão crítico e participativo intervir na sociedade de hoje”.

Para viabilizar a implementação do programa na sala de aula, professores, gestores e técnicos estão sendo capacitados. Mais de 1,2 mil profissionais já concluíram ou estão concluindo os módulos das formações do Aprender Valor disponíveis.

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